Tuesday, June 09, 2009

A mulher invisível - O homem invisível


Então que domingo eu fui ao cinema. Confesso que estava esperando mais uma comediazinha água com açucar.
E olha, tive uma grata surpresa...
Gosto muito das críticas do site do Omelete e recorri a eles pra me ajudarem a estruturar meus pensamentos aqui, então, faz o seguinte, leia e eu venho depois, tá? Tchau. Té mais.

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http://omelete.com.br/cine/100020143/Critica__A_Mulher_Invisivel.aspx

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Então. Eu adoro ser feliz pra sempre, até o próximo pé-na-bunda.
E olha, esse filme rendeu boas risadas sim, mas algumas reflexões.
Primeiro que falar sozinha pra mim não é novidade. Ok que eu não faço muito isso em público, mas faço.

Quando eu era pequena eu tinha um ex-marido chamado Petrúcio, que na verdade era o Denis Carvalho. Eu juro que ele era bonito.
Então, quando eu criei o Petrúcio a gente já era divorciado, mas era uma coisa civilizada. Eu devia ter uns 7 pra 8 anos, eu tinha uma boa noção dessas coisas já.

Hoje eu tenho homens ideais com quem eu interajo.
Homens, no plural, mas não, eu não sou promíscua, fica tranquilo.
É que eu mudo de idéia facilmente. Na verdade eu devia mudar mais, porque todos esses homens ideais são exes meus.
Eu me imagino em reencontros com eles, alguns mais doces, alguns em que eu faço um jogo duro danado pra depois degelar, em quase todos eu falo umas verdades, com uns eu permaneço irredutível, tem um aí que me ajuda até a praticar o inglês...

Eu acho bom de certa forma, porque com essas conversas muitas vezes eu chego a algumas conclusões interessantes mesmo!

Mas o filme vai um pouco além. Ele prega que o invisível, é a gente mesmo, e o que a gente espera e quer de um relacionamento. E é.
Então pensei que eu posso estruturar melhor esse meu homem invisível, deixar os do passado no passado e então, tal qual Pedro no filme,deixo o invisível me botar por frente pra me tornar aquela que o invisível gostaria de ter para si. Daí o invisível se materializa. Simples desse jeito.

Ok, voilá: meu invisível podia ser um tantinho mais alto que os que tem aparecido visíveis pra mim, ser moreno, ter barba, ter os olhos apertadinhos, um sorriso bonito com os 32 dentes dentro da boca, ter um queixo expressivo, uma boa nuca (eu tenho essa fixação, me deixa), pés e mãos de homem. Ele não deve ser muito malhado, mas é melhor não ser um gordo desleixado também.

Ele pode também ter outro modelo e ser careca. Careca que eu digo não é ficando careca - e normalmente tentando disfarçar -, eu digo careca convicto. Daí nesse caso, acho que sem barba.
Podia ter de 30 a 35 anos? É. Tá bom.

Meu invisível trabalha, porque eu devo ter tido um marido vagabundo em outras vidas, de tanto trauma que eu tenho.
Então esse aí, sendo o ideal, esse trabalha. Não é um workaholic que vai me deixar na mão ou ter um caso com a secretária, mas tem que trabalhar.
Aliás, não sei se ele tem secretária, porque se não me falha a memória, ele é jornalista. Mas o bom é que ele é músico também.
Não, nada a ver com pop rock e fãs insandecidas, o negócio dele é mais jazz, mais sossegadinho.
Ele tem um inglês muito bom, e a gente viaja sempre que dá.

Ele é muito espirituoso, acha uma graça danada das minhas piadinhas e trocadilhos mais infames e tem sempre comentários pertinentes sobre tudo.

Cozinha que é uma beleza e tem uma mania de ir já lavando tudo o que vai usando que me mata de paixão!

Não é a pessoa mais organizada do mundo, mas como eu não sou um modelo de exemplo neste quesito também, isso não é problema.

Aliás, a gente combina em bastante coisa. Tem dias em que tudo o que a gente quer é assistir um DVD debaixo das cobertas e tem dia que a maratona é puxada. A gente adora um cinema, um teatro, um samba, uma feirinha de artesanato, uma caminhada à toa, não tem tempo ruim.
A gente realmente gosta da companhia um do outro e dos muitos amigos que temos.
Ah, sim, esse invisível é tão bom que se deixa ser visto comigo, tem um orgulho danado da mulher que conquistou. Adora as minhas amigas e elas a ele.

Me aparece com presentinhos originais em situações nada a ver e adora meus cartões e minhas surpresinhas do nada também.

Com ele eu tô liberada pra ser eu mesma, aquela pouco dada a babados, delicadezas e frescuras de mulherzinha, mas que gosta de agradar e sabe ser fofa também.

Nas conversas com ele o tempo voa e eu geralmente estou às gargalhadas.

Ele sem querer me incentiva a ser uma mulher cada dia mais bonita e mais interessante, porque me trata de maneira tal que não merece nada menos do que isso.

E eu de mim, tô indo ao supermercado mais próximo.
A gente nunca sabe quando é que o vizinho (in)visível pode bater à nossa porta precisando de uma xícara de açucar.

Wednesday, June 03, 2009

Brrrrrrrr...


Geeeeente do céu!
Num surto de falta de assunto e de saudade de escrever, venho eu falar do que mais me incomoda neste exato momento: O frio.

Eu não sei pra que isso quando não se está em Big Sky, Montana, hahaha...
Ok, eu já disse em outro post, eu só gosto de frio se for lá, não vou ficar me repetindo.

Mas olha, esse tá um saco.
Veio de uma vez, sem muito aviso.
Me deixa preocupada com meu pai velhinho e pequenininho que soooofre todo ano no inverno, me deixa com o lábio ressecado e soltando pelinha, me dá muito mais fome e muito mais preguiça de sair da cama de manhã.
Me deixa nariz, pé e mãos gelados e com qualquer dos itens citados sem o aquecimento mínimo, eu não durmo, daí vem a preguiça de sair da cama no dia seguinte e assim caminha a humanidade, nesse círculo vicioso e gelado.
Minha alergia fica atacadíssima também.
Olha, a vida no inverno não é fácil.

Maaaaas, como nem só de reclamações vive o homem, ok, eu vou falar as coisas que são boas no inverno.

Inverno é bom pra poder aproveitar que eu tenho ainda mais fome, e comer ainda mais. Afinal a gente se enche de muito mais roupa e ninguém vai reparar que a gente está em forma. De linguiça. Cheia de gomos.

Falando em roupa, é bom porque todo mundo - ou quase todo mundo - fica mais chique. Cachecóis, sobretudos (tudos? haha), botas, luvas, gorros, são de um glamour sem fim. Todo mundo fica um tiquinho mais chique.

É no inverno que tem festa junina, e tem fogueira, e tem casamento caipira.

No inverno tem fondue. De queijo, de filé, de frango, de fruta com chocolate.
No inverno tem pão italiano recheado com gorgonzola e requeijão derretidos. Que fica bom com vinho.
Tem feijoada!!!

No inverno tem aqueles aquecedores que têm nos bares, tem o ar quente no carro que tem ar quente, tem banho de banheira, tem abraço! Eu gosto de abraço em qualquer estação, confesso. Mas no inverno é mais gostoso ainda. É necessário até.

Só quero mesmo que você me aqueça nesse inverno.
E que tudo mais... vá pro inferno.

Thursday, May 14, 2009

Postando e Comentando XII - Tá doendo?!? Então, solta!


É fato.
O povo tem escrito muita coisa ultimamente pensando em mim.
Eu me limito a postar e comentar, numa maneira de passar pra frente.
Vai que o povo tem escrito muita coisa ultimamente pensando em você, e você não tá sabendo?
Não, não precisa agradecer. Aproveite aí.

Este texto em especial, me deixou bem.
Me deixou com uma sensação de "Ufa, então tá tudo certo!".

Porque, olha só que inédito: sem saber, eu estou agindo do jeito certo dessa vez.
É bom demais quando ninguém te ensinou a coisa, você vai seguindo seu instinto - que neste caso, no meu caso, se chama coração - e quando vêm ver como é que você está fazendo, surpresaaaa! tá tudo certo.
Daí você faz igual o Ivan, meu aluno, e fala pra si o mais sonoro YES!

Lá vai!
Tá tuuudo certo.
E mais, não falo.

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Tá doendo?!? Então, solta!
:: Rosana Braga ::

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?

Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.
Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que certo é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama FÉ! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

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Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos, Palestrantee Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para viver", entre outros.

Saturday, May 09, 2009

Postando e Comentando XI - Por Estarem Distraídos ou Cansaaaaada!



















Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali.
Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.
Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham.
Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

- Clarice Lispector -

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Eu li esse texto pela primeira vez há coisa de uns... quê? quinze anos? Talvez.
Me lembro era uma época em que eu amava e era amada, disso eu me tenho certeza.
Foi um tempo de uma magia tal, que tivemos - eu e ele - muito medo de acontecer isso com a gente.
Batata, de tanto medo, aconteceu.

E eu acho, hoje, relendo, que eu nunca mais me distraí.

Tomara que ainda dê tempo.

Tô cansada. Pronto. Falei.

Tuesday, May 05, 2009

Postando e Comentando X - Rebelar-se é viver o presente


Eu que me digo tão desapegada, tenho sim, alguns apegos brabos.
Ao passado, o maior deles.
Relembro, revivo, remôo, e dou preferência para aquelas lembranças mais doídas.
Parece que gosta de sofrer, que coisa!
Ah, mas falar é fácil! Ela responde.

Bom, tem pessoas que conseguem dar uma simplificada tão grande na coisa toda que até parece meio possível!?!
Olha só isso, gente...

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A mera existência não é a vida. E as pessoas estão apenas existindo, vegetando, sobrevivendo de uma forma ou de outra.

Para a sobrevivência, pão com manteiga e abrigo são suficientes, mas não haverá grandeza, esplendor. Seu céu interior permanecerá totalmente escuro. Não haverá estrelas, não haverá uma noite de lua cheia.

É preciso rebelar-se, rebelar-se contra toda besteira que está sendo ensinada de fora pelas universidades, pelas igrejas, pelos sacerdotes, pelos políticos. É preciso rebelar-se contra tudo. É uma conspiração bastante antiga, com raízes muito profundas.

Rebelar-se significa abandonar todo o passado e viver no presente, sem tradição alguma, sem lembrança alguma, sem conhecimento algum, viver como uma criança, como se você fosse o primeiro homem...

Abandone o passado como se ele nunca tivesse existido, recomece sempre do bê-a-bá, do zero. Assim você terá uma vida linda, uma vida aventurosa, terá uma qualidade extática em sua vida.

Osho, em "Meditações Para o Dia"

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Simples assim.

Friday, May 01, 2009

Postando e Comentando IX - A última impressão é a que fica



















Segue um texto de um dos blogs que eu leio e recomendo, chamado "Palavra de Homem", homem este chamado Felipe Machado, jornalista do Estadão, músico e estudioso da alma feminina.
Dos muitos bons textos dele, este em especial me chamou a atenção.
Concordo.
Assino embaixo.
E me preocupo desde então com a minha última impressão.
Até o próximo encontro, quem fica, é ela.
Enjoy.

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Algumas pessoas não ligam para essas coisas, mas o normal é querer sempre passar uma boa impressão quando se encontra alguém pela primeira vez. Como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. De uns tempos para cá, porém, andei pensando sobre o assunto e descobri que o que acontece na vida real é justamente o contrário: o que fica é a última impressão.

Para você não achar que estou querendo bagunçar um ditado milenar, vou contar um pequeno caso. Muitos séculos atrás, período da era mesozoica em que eu ainda era solteiro, conheci uma garota numa praia do litoral norte de São Paulo. A primeira impressão que tive dela foi ótima: bonita, simpática, divertida, inteligente. A gente nunca tem 100% de certeza em relação a essas coisas, mas acho que ela também foi com a minha cara: sorria bastante, puxava papos, concordava com as coisas que eu falava. Como eu estava voltando para São Paulo no dia seguinte, ofereci uma carona. Ela aceitou.

Arrumamos as malas numa boa, entramos no meu carro, escolhemos juntos a trilha sonora. Maravilha. Mas na estrada, a boa impressão que ela tinha de mim começou a desmanchar.

Todo mundo tem defeitos. Eu tenho vários, mas um deles me incomoda em especial: sou péssimo com caminhos. Às vezes, estou dirigindo e começo a pensar em outras coisas... quando vejo, estou em outra cidade.

Pois foi exatamente o que aconteceu: o papo estava tão bom que perdi a entrada para São Paulo e fui parar na sombria periferia de alguma cidadezinha do interior. Aí deu tudo errado: era época de eleição e meu carro ficou preso no meio de um comício. Quando a multidão começou a bater na janela do meu carro, descobri que minha bela passageira sofria de claustrofobia. Ela começou então a chorar e a minha ótima primeira impressão virou pó.

Deixei a garota em casa cinco horas depois. Ela nem olhou para o carro para se despedir. O que você acha que está na memória dela até hoje, o meu papo superdescolado na praia ou a minha cara de idiota no portão da casa dela? Acertou.

Temos que passar uma boa impressão em todas as ocasiões, mas a imagem que realmente fica na memória das pessoas é sempre a mais recente. Quando você reencontra um amigo de infância e descobre que ele virou o cara mais chato do mundo, não há lembrança sobre aquela histórica partida de futebol no primário que salve a amizade.

A impressão que você tinha sobre o velho amigo era ótima; a atual, que vai durar até você se encontrar com ele novamente, é péssima. A gente nunca tem 100% de certeza sobre essas coisas, mas tenho a impressão de que você me entendeu.

Friday, April 24, 2009

Relaxa que eu tenho um plano...


Não sei pra quê que eu insisto.
Eu não sou organizada, eu não sei usar agenda, eu não sei usar nem calendário, eu tenho limitações quando o assunto é relógio de ponteiros... por que diabos me meto a fazer planos?

Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo.

Eu fui a uma médica alergista aqui em SP dia desses.
Só que eu tava meio pobre, a Sil me emprestou a grana a tempo e tal.
Fui ao banco, saquei o dinheiro, fui pro consultório.
Qual era o plano?
Consultar.
Pagar.
É o que a maioria das pessoas faz.
A médica virou minha amiga de infância, a consulta durou uma hora e quinze, ela foi comigo até a porta da clínica, eu me despedi com beijinhos, disse tchau-bom-final-de-semana pras mocinhas da recepção e fui.

Paguei?
Não.

A médica pediu uns exames que eu planejei (aí, de novo!) fazer em Varginha no dia 19/abril.
O plano era: jejum de oito horas na sexta pra fazer exame sábado.
Eu levei o pedido dos exames pra Varginha?
Claro que não.
Daí fui pra Happy Hour do Clube, dancei, bebi um cado de cerveja e comi vários petisquinhos até o amanhecer.

O retorno era hoje, dia 24.
Putz, tenho que levar os resultados do exame, gente.

Relaxa que eu tenho um plano: eu chego em SP terça.
Fico em jejum.
Quarta de manhã eu vou dar aula pro Kuarahy, o Kuarahy não vai à aula, eu volto rapidamente pra casa, vou no Hospital Santa Isabel aqui do lado e faço os exames. Vai ficar pronto até sexta, claro!

Jejum: check.
Kuarahy não comparecer: check demais, hehehe... essa era a parte fácil.
Colher sangue no Santa Isabel: peeeen.
"Não fazemos esses exames aqui, são exames especializados."

Ok, provavelmente não faria em Varginha também, então viva a Happy Hour, a Skol e os petisquinhos.

Voltandoooo. Focoooo.
Tá. Vou ali no Lavoisier pra aproveitar o jejum e já faço isso.

Eu nunca tinha ido no Lavoisier.
O tamanho da coisa tava definitivamente fora dos meus planos.
Minha senha era a 612 e tava no 457.
Quarenta minutos depois, eu prestes a desmaiar de fome, os números não mudaram.

Ok. Mudança de planos por questão de sobrevivência.
Vou fazer esse exame amanhã e vou no retorno sem resultado de exame. Paciência.

Jejum de novo.
Lavoisier ontem de manhã de novo.
Demorou uma hora pra me chamarem pra fazer o meu cadastro, mais uma meia hora pra chamarem pra coleta, dei conselhos de vida pra moça que coletou meu sangue e essa foi a melhor parte do plano, a parte não planejada: fazer a moça feliz! Ela me achou muito legal e eu saí da salinha com um band-aid de bolinha na dobra do braço e deixei a moça com uma frase para reflexão: "Quem fica parado é poste.". Ela respondeu animada: "Olha essa Patricia!".
Resultado na segunda, 27. Tá, né?

Sexta.
Muitos planos!
Aula pro Kuarahy que não foi.
Pegar pão na Charmosa pra tomar café com a Fê (café ca Fê, haha).
Treinamento na Pompéia.
Hidratação da promoção na Capricci com as meninas.
Almocinho rápido e sem grandes ambições com as meninas.
Ônibus para a Dra. Ana Paula às 15h30min. O retorno!
Primeiro dia de aula na faculdade.
Aniversário da Lé.
Tava tudo na agenda. Juro.

Almocinho rápido e sem grandes ambições?
Virou Macedos muito fino, e com cai-pi-ri-nha. Tá bom pra você?

Dra. Ana Paula de bus?
A Isa me deu carona.
Cheguei lá, falei: "Oi, eu tenho um retorno com a Dra. Ana Paula. Eu sou aquela que não pagou a consulta."
Gislaine diz: "Então. Eu tentei falar com você, deixei um recado na caixa postal, a Dra. teve que viajar e não vai poder te atender."
Aaaaah, foi aquela hora que o telefone tocou durante o treinamento e eu fingi que o celular não era meu porque eu tinha esquecido de botar no silencioso... Crédito pra ouvir a mensagem de voz eu não tinha. E na consulta eles ligaram pra confirmar, deve ser pra confirmar o retorno.
Não era.
Era pra cancelar.
Tomou, papuda?

Paguei a consulta que eu devia, marquei o retorno pra dia OITO de maio.
Agora dá tempo de pegar o resultado do exame.
Bem de acordo com o planejado.
Finalmente!

Ah, fui à aula, mas o aniversário da Lé não rolou.
Fiquei 45 minutos plantada na Paulista sozinha e Deus e nádegas de passar o ônibus que eu precisava.
Ela vai me entender.
Outra hora a gente planeja de comemorar, hehe...

Monday, April 20, 2009

Postando e comentando VIII: O Menino do Dedo Verde


Que coisa engraçada... eu nunca mais ouvi falar do menino do dedo verde. Nunca mais.
Eu li quando eu tinha uns 10, 11 anos, fiquei maravilhada com aquele menino que transformava tudo em flores, escorregava pelos corrimões de casa e chamava o pai de Senhor Papai e a mãe de Dona Mamãe, coisa que eu muito provavelmente devo ter começado a fazer também.

Aí eu li na internet e na Veja que o autor Maurice Druon, morreu dia 14 de abril, aos 90 anos, em Paris.
Nem sabia que além do "Menino" ele havia escrito uma série de sete romances sobre a monarquia francesa que teve mais de 100.000 cópias vendidas só no Brasil.

Me deu saudade de Tistu. Que eu até hoje não sei se é Tístu, ou Tistú.
Pardón my French.

Deleite-se.

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Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.
Na primeira aula, o jardineiro Bigode descobre um dom fantástico em Tistu: o menino tem o dedo verde! Isto significa que, onde ele colocar o dedo, nascerão flores! Porém as pessoas grandes não iriam entender este dom. Seria melhor mantê-lo em segredo. Bigode se transforma no conselheiro de Tistu.
Com o Sr Trovões Tistu conhece um pouco do lado triste do mundo: a miséria, a prisão, o hospital. Ele resolve alegrar estes ambientes colocando seu dedo lá, mas no anonimato. Para o espanto da população, o presídio ficou com tantas flores que as portas não conseguiam mais fechar. Mas os presos não queriam fugir, pois estavam maravilhados! As flores da favela absorveram o lamaçal e enfeitaram as casas, transformando a favela em atração turística. A menina do hospital, que antes contava os buraquinhos do teto para passar o tempo agora conta botões de rosas, que nascem em volta do seu leito. A cidade, e a vida das pessoas da cidade, mudaram completamente.
Tistu então conhece a fábrica do Sr Papai. Ele fica inconformado com o mal que os canhões e as guerras trazem. Secretamente, coloca o dedo nos canhões que estavam sendo enviados para uma guerra. Resultado: a guerra fracassa, pois ao invés de bombas, os canhões lançaram flores. A fábrica é arruinada.
Vendo o desespero do sr Papai, Tistu resolve revelar que foi ele quem colocou as flores nos canhões e prova isso fazendo nascer uma flor no quadro de seu avô, na parede. Sr Papai resolve então transformar a fábrica de canhões em fábrica de flores. A cidade passa a se chamar Miraflores.
Um dia Tistu recebe a notícia de que o jardineiro Bigode tinha ido viajar, que estava dormindo. Confuso com as informações, Tistu pergunta para seu pônei o que aconteceu com Bigode. Ele revela: Bigode morreu. E este é o único mal em que as flores não podem fazer nada.
- Se Bigode morreu, ele está no céu. Então, vou construir uma escada com minhas flores para ele descer! – conclui Tistu. Após construir a escala, era impossível ver onde ela estava terminando. Sumia no céu. Tistu esperou mas Bigode não desceu. Então ele resolve ir buscá-lo. Seu pônei tenta impedi-lo sem sucesso. Tistu sobe a escada, vê sua casa diminuindo, vê as nuvens, perde seus chinelinhos e escuta a voz do Bigode: - Ah, você está aqui!
Naquela manhã os moradores da Casa-que-Brilha saíram a procura de Tistu e encontraram uma relva diferente, roída pelo pônei, com botões de rosas dourados, formando a frase: Tistu era um Anjo.

Thursday, April 09, 2009

There are so many special people in the world...




























Por que será que tem que ser assim?
Mais, será que todo mundo é assim?
Se é mais difícil, mais sofrido, é mais bacana? É assim, então?

Eu ganhei um aluno especial esse semestre.
Pra não expor demais, não vou dar muito detalhe não, mas o que eu sei é que é difícil.
Cansativo.
Me esgota.
Parece que eu dei três aulas seguidas e foi só uma.

Mas a paciência que por vezes me falta, com ele e pra ele não falta mais.
Repito, repito, repito, explico, comemoro os acertos, consolo nos erros e, olha, espero que eu esteja certa, mas hoje eu vi uma evolução ali.
As dificuldades estão crescendo e ele está acompanhando... devagar está me seguindo.

É bonitinho vê-lo comemorar seus acertos com um YES! animado.
Ver que ele agora me obedece e me respeita, coisa que não acontecia no início.

E me deixa feliz pensar que se ele seguir em frente, mesmo no ritmo dele, mais lento, como ele sabe que é, se ele chegar lá, ele vai se lembrar de mim como sua primeira teacher.

E hoje, não sei porque, dando aula pra ele e vendo ele entender presente simples e acertar comigo as regras da terceira pessoa, me senti uma pessoa melhor.
Fui eu quem me senti "especial".

Obrigada, Deus, e obrigada Paulinha, minha fada, por - mesmo indiretamente - me deixar me sentir tão bem hoje!

Saturday, April 04, 2009

Sobre a (im)perfeição


A perfeição é muito relativa e eu - a duríssimas penas - aprendi que não a quero mais.
De perto ninguém é perfeito, de perto ninguém é normal.

O ideal inatingível que eu coloco tão acima de mim pode servir para que eu me deprecie mais e mais, porque o óbvio às vezes parece sânscrito: não vou ser perfeita nunca. Vou ser sempre eu.

A coisa toda é me sentir bem sendo quem eu sou, under my own skin.

Muita gente costuma achar que o problema é sempre o outro.
Eu ao contrário sempre tenho certeza que o problema sou eu, o outro é sempre o máximo, ele há de estar certo, alguma coisa eu fiz, e mesmo que eu nunca descubra o que foi, foi horrível com toda a certeza.

Muita gente pode se surpreender ao me "ler" falando assim, eu não pareço me preocupar muito com os julgamentos e opiniões alheias não, eu sei disso, mas "de noite na cama eu fico pensando", você é que não sabia.

Porém, a gente está nesse mundo pra evoluir, no dia em que a gente atinge o ponto máximo a gente vai embora, deixando o exemplo e as lembranças pros outros.

Eu tenho aprendido bastante comigo e com as diferentes Patricias que eu sou quando estou com diferentes pessoas. Sim, parece meio complicado, nem sei se acontece o mesmo com mais alguém, mas eu não sou a mesma com todo mundo, eu não sou uma só. Posso ser ótima e posso ser péssima. Posso me alternar com as pessoas e posso me alternar com a mesma pessoa. Posso não estar conseguindo me fazer entender mas qualquer coisa eu volto mais tarde pra tentar clarear mais as coisas.

O diferencial recém absorvido - que é o que eu quero pra mim desse minuto em diante - é aceitar minhas fraquezas, me perdoar por elas, e mais importante, revertê-las, mesmo que a duríssimas penas.

Aceitando meu tempo, aceitando o tempo dos outros, aceitando que mesmo depois de revertidas as fraquezas em força, ainda estarei longe da perfeição.

E que mesmo assim, tá bom.

Tuesday, March 31, 2009

Postando e Comentando VII: Sempre teremos Paris






















Fico feliz e quase aliviada quando alguém também fala o que eu também sinto e não falo.
Ou não falei ainda.

Eu sei lá.
Me acho meio diferente, às vezes.
Eu quero sem querer e não quero querendo.

Me sinto sempre dez anos atrás muito embora eu saiba que estou aqui mesmo, hoje, agora.
Não tenho 28, e tá cheio de coisa importante pra acontecer na vida com prazo de validade.
Não gosto não.
Saco esse negócio de deadline.
E eu vivo aí achando que agora vai, que agora eu vou resolver a minha vida.
Ao mesmo tempo, vai ver que vida - resolvida ou não, de acordo com o ponto de vista - é isso que eu tô vivendo.
Acho até que é.
Não é?

Aaaaah.
Lê aí, vai.
Leia o texto, veja o filme.

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April e Frank Wheeler consideravam-se especiais, eram irreverentes, ele lutou no front da Segunda Guerra, ela queria ser atriz. A primeira pergunta que ela dirige a ele quando se conhecem: “O que você faz?”. Ele responde de forma literal, dizendo no que trabalha. Ela o corrige, não está interessada na realidade, mas no sonho: o que ele quer ser? Frank diz que está confuso, procurando se encontrar. Embora reclamando, ele acha algum sentido na vida suburbana que o casal monta sem pensar. Trabalha numa firma onde pode crescer, pega o trem todo dia, reencontra a família e a casa arrumada ao voltar. April não sente o mesmo: sua carreira dramática não vinga e a rotina doméstica a enlouquece.
A história do casal Wheeler está num livro chamado Revolutionary Road (Richard Yates, 1961), que alude ao nome da rua em que eles moram. O endereço não podia ser mais paradoxal, pois é para acomodar-se e não para mudar o mundo que eles aderiram à típica casinha branca de família americana. Mas dentro de April a revolução borbulha e é a isso que assistimos do começo ao fim do livro e do filme (Foi apenas um Sonho, de Sam Mendes). Seu amor por Frank só reacende quando eles voltam a partilhar um sonho: mudar-se para Paris. Ela planeja trabalhar e ele ficaria um tempo estudando e tentando ser outra coisa, talvez escritor. April não quer dele o que os homens estavam acostumados a dar às mulheres: casa, sustento, filhos.
Não conto mais para não estragar o prazer de ver esse filme, na magistral interpretação do casal de ato­res protagonistas de Titanic. Digamos que eles encenam o que poderia ter acontecido se a tragédia não tivesse transformado aquele amor em apenas um sonho.
Entramos num tema que já foi maravilhosamente tratado em As Horas, aquilo que Betty Friedan na década de 50 chamou de A Mística Feminina: a insatisfação das mulheres com seu destino doméstico. Trata-se da onda de depressão que abateu as americanas do pós-guerra, que murchavam em plena época de prosperidade. Não estaria velha essa questão, como idosas estão as que foram suas protagonistas?

Eternamente inquietas.
Provavelmente não, embora a vida das mulheres tenda a ficar cada dia mais próxima dos anseios de April. Hoje podemos viver destinos diversos, mas continuamos perdidas em devaneios, usufruindo do legado de insatisfação que nossas ancestrais nos deixaram. Para as acompanhadas, fica a dúvida do que seriam se fossem livres, enquanto as solitárias sentem-se em dívida com o destino amoroso. Filhos estorvam quando existem e deixam um buraco quando faltam. Estamos sempre inquietas.
O filme nos lembra que os homens também estão mais interessados no que podem tornar-se do que no que são. Frank amava em April essa angústia, essa dedicação ao sonho, April amava em Frank aquilo que ele não realizou. Como na história de outro casal antológico do cinema, os apaixonados de Casablanca: no fim nós sempre teremos Paris.

Diana Corso, 48, é psicanalista. Vive em Porto Alegre, tem duas filhas, escreve quinzenalmente no jornal Zero Hora e é co-autora do livro Fadas no Divã. Seu e-mail: dianamcorso@gmail.com

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Ufa.
Viva April. Viva Frank. Viva eu. Viva você.

Wednesday, March 18, 2009

Serena Serenini



























Nasci Serenini, há um tempo atrás.
Agitaaaada, falando sem parar, rindo o tempo todo e bem alto, mudando de ambiente com passos de dança.
Muito italiana, Serena só no nome.

Agora, recentemente, cheguei no limite.
Junto dessa agitação toda, sempre viveu uma necessidade de abraçar o mundo, de agradar, de ser aprovada, de estar no lugar certo e fazer a coisa certa o tempo todo.
Dormia pouco pensando nisso e durante o dia a irritação e a falta de paciência reinavam.

Cansei.

Tô vendo que tem coisas que a gente não muda. Ponto.
Tem pessoas que a gente adora, mas todas elas uma hora vão incomodar a gente.
A gente também não precisa achar que vai agradar o tempo todo.
A Carla Perez já falou, quando a bunda dela era celebridade e ela era burra, ela disse: "Nem Jesus agradou todo mundo, não é eu que vai agradar."
Saiu na Veja, eu lembro.
Se nem Jesus nem Carla Perez - nem Carla Perez! - agradou, sou eu ou você que vai?
Não vai não!

Então agora eu fico na calma, fico Serenus.
Tem quem duvide da minha crença na Santa Passiflora, mas o importante é o aumento evidente da minha paciência com as pequenas irritações do dia a dia.

Não reclamo mais do que não vai mudar.

Respondo com um: "É mesmo?" às verdades absolutas que me são ditas e que eu não
compro.

Não surto nem corro demais mais.

Espero o tempo do garçon se ele é mais lentinho.
(Só a porta do Santa que eu apreciaria que fosse menos lentinha.)

Que mais?
Não arrumo a cama todo dia.

Nem tô coçando tanto mais - ok, o calor mais brando ajuda, mas eu gosto de acreditar na Passiflora também. Me deixa.

Deus me conserve assim, Serenini de tudo.
Deus me dê mais alunos Sol Nascentes para me acompanharem no caminho do zen.

Se possível, Deus, me dê dinheiro pra fazer uma yogazinha.
Capaz de agora eu não ficar mais nervosa achando tudo devagar.
Ommmmmmmmm.
Namastê!

Fique na calma, irmão.

Thursday, March 12, 2009

Gemini, gemini, geminiano, este ano vai ser o seu ano!!!


Raio-X:

Maio - Junho, no meu caso, dia dos Namorados, sem drama, ok?
Elemento: Ar - aérea? eu?
Planeta: Mercúrio - metal de transição, eu?
Na natureza: vento - aérea? eu?
No corpo: braços, mãos e sistema respiratório
Metáforas: borboleta, biblioteca, jornais, mapas, telefone, caneta, bicicleta, dicionário
Características: versatilidade, adaptabilidade, curiosidade, esperteza, capacidade de ensinar, transmitir, convencer e elaborar textos - eu elaboro textos sim... convenço beeeeem, sou versátil, me adpato que é uma beleza, hopefully I can teach, e a minha curiosidade é controlada, eu diria
Famosos: Fernando Pessoa, Bob Dylan, Marilyn Monroe, Fernando Henrique Cardoso, Garcia Lorca, José Lins do Rego e Che Guevara, Paulinha, Mari, Ruvani, Dri, Roger, Marcelinho e outros çangue bão

A mulher: (soy yo)

Mulher nº1: capaz de se ajustar a tudo que se exige dela; jamais ficará mal-humorada com mudanças; capaz de fazer com que uma nova casa fique encantadora com um leve toque de suas mãos inteligentes e delicadas - a minha é quase um milagre, mas sabe que eu gosto? - se entusiasma com a abertura de novos horizontes; por baixo de toda uma conversa inconseqüente e brilhante, ela pensa, e muito bem - Ahaaaaa! Tá vendo???

Mulher nº2: temperamental - Hã?; gosta de desafios mentais - é o que eu maaaais gosto; dificilmente terá preconceitos ou se deixará abalar pela vida - isso!; não aborrecerá seu companheiro com suspeitas e perguntas sobre com quem ele esteve, onde esteve e o que esteve fazendo; o parceiro também deve evitar perguntas e suspeitas, pois ela é altamente independente e individualista. - vamos fazer um viva ao desapego! VIVAAAA!!! Mais uma vez: VIVAAAAAAAAAA!!!!!!!!!

Mulher nº3: aborrecida e deprimida com trabalhos domésticos; as camas ficarão desarrumadas, os pratos na pia, enquanto ela sonha acordada, lê ou escreve um poema ou um esboço de peça; ótima companhia, passa madrugadas em conversas agradáveis e espirituais. - Essa é com quem já morou comigo ou já se hospedou na minha casica, mas principalmente, no momento... É com você Ana!!! (de qualquer forma, aborrecida e deprimida com trabalhos domésticos, é uma ótima expressão!)

Mulher nº4: ótima anfitriã, cheia de graça e encanto - oooooon... sim, soy yo!; se sentirá à vontade em qualquer tipo de sociedade - Fato! Vou da Mama ao Figueira Rubaiyat - este último se você me convidar - com extrema desenvoltura; romântica e ultrafeminina - ô, se não!, talvez escrevendo poemas para o seu companheiro no seu aniversário; sofisticada. - Ouça o que eu digo... os meus cartões de aniversário são dignos de serem guardados debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção, huh?
Uma mulher de Gêmeos, seja qual for, jamais tomará um trem, se puder voar. - Nah!
Jamais ficará calada, se puder falar. - Nah!
Jamais irá embora, quando puder ajudar. - Nah!
E jamais andará, quando puder correr. - Nah-ah!

Seu cérebro tem tantos pensamentos e seu coração tantas esperanças, que talvez ela precise de um computador para classificá-los todos.
Ou talvez precise apenas de alguém capaz de correr ao lado dela e sonhar junto. - Talvez. É.

A mãe - que eu um dia vou ser, a teacher que eu já sou

Será alegre e risonha. Provavelmente não permitirá que os filhos a atrapalhem, pois tem sempre muita coisa a fazer para lhes dedicar uma superproteção. - Hahahaha, engraçado, mas é fato!
Eles imitarão sua independência e se beneficiarão disto. Se alguém perguntar a ela quanto tempo passa com eles, é provável que responda: "Não importa quanto tempo, o que importa é quanto amor". Talvez as crianças nem sempre a obedeçam porque num dia é muito severa e no outro muito branda, mas as crianças adorarão conversar longamente com ela.

Sua imaginação acompanha a dos filhos, e eles se divertem mutuamente. Provavelmente será uma mãe permissiva, - provavelmente sim, hehehe - mas se preocupará com as médias escolares, e insistirá para que os filhos tirem boas notas. Eles não ficarão sem fazer seus trabalhos de casa se ela puder ajudá-los, embora talvez escapem de guardar as roupas. - Talvez, sim...

Só sei que acordo e GOSTO da vida, os dias não são nunca iguais.
Paulo Freire


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Este post vai para: Fernando Pessoa, Bob Dylan, Marilyn Monroe, Fernando Henrique Cardoso, Garcia Lorca, José Lins do Rego e Che Guevara, Paulinha, Mari, Ruvani, Dri, Roger, Marcelinho e outros çangue bão

Thursday, February 12, 2009

Fecha e Deixa Solto - Postando e Comentando VI





Chegando o dia dê - leia-se Valentines - lá venho eu pregando o desapego de novo!

É por essas e outras que eu gosto tanto da Martha Medeiros.
Eu gosto de quem prega o desapego.

Eu mesma li esse texto e fiquei pensando no que será de mim, Serafim.
Porque eu já fui apegada demais e desapegada demais, nos meus relacionamentos.
Aliás eu já consegui a proeza de ser doente de ciumenta e totalmente desplugada com a mesma vítima.

Faz muuuuuito tempo que eu cresci e nunca mais fiquei ciumenta, e eu espero do fundo do coração continuar assim.

Desejo o mesmo pra você.

Deixa solto.
Né?

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Muitos leitores mandam sugestões de tema para crônica, e nem sempre posso aproveitá-las, não porque não sejam boas, mas é preciso que eu comungue da mesma idéia, senão vira uma simples encomenda e o texto sai frio. Mas semana passada um internauta chamado Paulo me contou um papo que teve com um amigo e eu não pude desprezar o depoimento dele, até porque, além de divertido, considero o assunto de utilidade pública.

Ambos maduros, com alguns casamentos nas costas, estavam se queixando das namoradas. Não agüentavam mais a ladainha: "onde foi, onde estava, por que não ligou, não me disse que foi, de quem é esse número, liguei e não atendeu, eu vi que você olhou pra ela, a que horas você chegou, você não me convidou, por que você não atendeu, o que vamos fazer no Carnaval, você quer que eu vá ou não, assim não vou".

Ri muito quando ele reproduziu esse pout-pourri de lamentações. É bem assim. Os apaixonados costumam massacrar. Eu só acrescentaria que esse massacre não é só feminino: tem muito homem que age da mesma forma.

Mas prosseguindo. O amigo de Paulo, durante a conversa, apontou uma saída: "Elas precisam aprender com os flanelinhas".

Como?

"O flanelinha te indica um lugar pra estacionar e diz: fecha e deixa solto". Não é simples?

Eis a fórmula sugerida por eles para fazer as relações durarem mais do que três semanas: fecha (sim, um relacionamento fechado, fiel, bacana), mas deixa solto. Mantenha um espaço para respirar. Permita um mínimo de mobilidade: poder empurrar um pouquinho pra frente, um pouquinho pra trás. Possibilite uma manobra, um encaixe. Não puxe o freio de mão.

Essa crônica foi praticamente escrita pelo meu leitor Paulo, cujo sobrenome não vou revelar para que suas namoradas não se sintam expostas. Mas seja para Paulos, Marias, Anetes ou Ricardos, a regra do flanelinha deve ser seguida e regulamentada: fecha e deixa solto. Confia. Ninguém quer invadir seu relacionamento, mas é preciso que haja flexibilidade, ajuste às novas situações, enfim, tem que relaxar um pouco.

Tem quê? Bom, talvez não tenha que relaxar, se esse tipo de queixa (onde foi, com quem estava, por que não ligou) for considerado um carinho, um cuidado, parte do jogo do amor, sem causar maiores irritações. Mas, antes de iniciar um interrogatório desse tipo, sonde o terreno, veja se está agradando. Geralmente, pessoas maduras já estão com a paciência esgotada para investigações minuciosas. Desconfio até que a irritação se dá por que "onde fomos, com quem fomos e por que não ligamos" não tem nada de excitante ou misterioso: fomos almoçar com a mãe e o celular ficou sem bateria. Se estivéssemos fazendo algo realmente condenável, aí sim, justificaria uma crucificação verbal. Ao menos as respostas exercitariam nossa criatividade e cinismo.

Mas como somos todos inocentes, feche e deixe solto.


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Viu?
A Martha concorda comigo.

Monday, February 09, 2009

O Apaixonante Caso de Benjamin Botões


Sim, estou frisando os botões, porque eu fiquei mais de mês falando que queria assistir "O Curioso Caso de Benjamin BuRRRRtton". A Fê deixou solto. Ela também falava antes de assistir ao filme e achou melhor assim.

Tentei, tentei, até ficar com dó de mim, mas sexta passada com meu querido Vinnie, consegui!

Meu irmão me mandou levar lençol e eu desdenhei. Devia ter levado.

Devo estar sem contato com a minha própria dor, por isso choro tanto a dor dos outros.
DEUS DO CÉU. Comecei a chorar no início. Não tô pronta ainda pra ficar vendo pessoas sofrendo horrores numa cama de hospital.
Como eu admiro os médicos, enfermeiros e profissionais da saúde em geral. Sempre digo pros meus amigos médicos que Deus sabe o que faz, e me ajudou a aprender inglês o suficiente pra ensinar.

Ok, de volta aos botões, como bem disse a Mari, todo mundo tem que ver. Todo mundo merece.

O filme tem de um tudo, a gente ri e a gente chora.

Ele não é triste, mas é tocante. Emociona sem dó.

O estranhamento causado pela figura deformada daquele velho bebê passa antes do que se perceba, e o que fica é a sensação de "que delícia, que bom que eu vim", por quase três rápidas horas.

Do muito que foi falado acerca do filme por minhas companheiras blogueiras, concordo com tudo.

Para não repeti-las, eu acrescento o que me tocou pessoalmente, devido à situação - minha e de tantos contemporâneos - de quem tem uma pessoa de idade em casa.
Quando Benjamin e Daisy têm seu grande encontro, ela pergunta: "Would you still love me if I were old and saggy?" "Você ainda vai me amar quando eu estiver velha e enrugada?"
Ele, trilhando o caminho oposto, devolve: "Would you still love ME if I were young and had acne? When I'm afraid of what's under the bed? Or if I end up wetting the bed? " "Você ainda vai ME amar quando eu tiver acne? Quando eu sentir medo do que está debaixo da cama? Ou se eu terminar molhando a cama?"
A conclusão, a resposta de Dayse é: "Sugar, we all wear diapers in the end." ou "Querido, nós todos usamos fraldas no final."

E assim o é.
De repente nos vemos omitindo coisas e informações dos mais velhos, pra poupá-los dos sofrimentos, das encrencas, dos mal estares. Exatamente como fazemos com as crianças.
A paciência e o tato que temos que ter ao lidar com uma criança são os mesmos quando lidamos com nossos velhinhos.
Ver isso de maneira poética nas telas do cinema me emocionou, porque é o que se vê por aí "nas melhores famílias".

Outra parte que me tocou pessoalmente foi essa citação, ó:
"You can be as mad as a mad dog at the way things went. You could swear, curse the fates, but when it comes to the end, you have to let go."
"Você pode ficar mais bravo que um cão com o jeito que as coisas aconteceram. Você pode xingar, amaldiçoar o destino, mas quando chega no fim, você tem que deixar, superar."

E especialmente quando o que, ou quem você tem que superar, relevar e sobretudo respeitar, é alguém por quem você tem um amor incondicional, e que - bingo! - já passa dos oitenta.

Pra finalizar, o final...

"Some people, were born to sit by a river. Some get struck by lightning. Some have an ear for music. Some are artists. Some swim. Some know buttons. Some know Shakespeare. Some are mothers. And some people, dance."

"ALGUMAS PESSOAS NASCERAM PARA SENTAR À BEIRA DO RIO. ALGUMAS SÃO ATINGIDAS POR RAIOS. ALGUMAS TEM OUVIDO PARA MÚSICA. ALGUNS SÃO ARTISTAS. ALGUNS NADAM. ALGUNS SABEM DE BOTÕES. ALGUNS SABEM DE SHAKESPEARE. ALGUMAS SÃO MÃES. E ALGUMAS PESSOAS, DANÇAM."

Alguns são atingidos por raios SETE VEZES e continuam firmes.
Alguns dão de cara com um taxi que os atropela, os esmaga a perna, e ainda assim, DANÇAM.

Saturday, January 31, 2009

Silêncio, Por Favor! - Postando e Comentando V


Eu acho que eu já nasci falando.
É coisa do signo, dizem, esse tal de dom de eloquência - sem trema - que me persegue desde poucos meses de idade.
Uma membra ativa do SINDIPRÊNCIO - Sindicato dos Preenchedores do Silêncio - ele, este último, sempre me incomodou.

Vivo cercada de gente por todos os lados.
Gente fala, eu falo, mulher fala mais que gente.
Muitas vezes erro na mão e falo demais.
Me exponho, causo desastres, pra tentar consertar há que se falar mais e de repente piora.

Então que nesse tempo de resoluções de ano novo - e não me diga que tá tarde! - eu resolvo...
Ouvir mais.
Falar menos, se der. Como consequência, vai... já é o primeiro passo.

Não por coincidência, saiu na TPM de dezembro uma ótima reportagem sobre o tema.
Eu gostei mais mesmo foi do editorial, que é o que eu copio aqui, mas no fim eu boto o link da reportagem completa e você lê.
Ou não.

Eu vou ler mais umas vezes sim.
Tenho medo que me coloquem na nave e me mandem de volta.
Cruzes.

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Um povo conhecido como dogon vive no Mali e em Burkina Fasso, na África ocidental. Não, você não está assistindo ao Discovery Channel. A história tem a ver com esta edição da Tpm. Calma aí.

Pois bem, os dogons acreditam que cada um nasce com determinada quantidade de palavras na barriga. Durante a vida, em conversa fiada, papo sério ou pedido de casamento, se gasta o verbo. A pessoa morre quando o estoque chega ao fim e fica, literalmente, sem palavras. Se no princípio era o verbo, no fim é o silêncio.

Se a gente juntar esse mito com outro mito (aquele de que mulheres falam mais do que homens), fica difícil explicar a longevidade feminina. Ou será que elas não tagarelam mais do que eles? Na página 38, a reportagem “Silêncio!” discute se a verborragia – seja cara a cara, por celular, Messenger, Skype, chats ou Twitter – é mesmo um problema de gênero.

Entre depoimentos e pesquisas, alguns números tentam medir o blá-blá-blá diário. Mesmo com grandes variações, em pelo menos três estudos as mulheres falam mais do que os homens. Um deles garante que elas pronunciam 7 mil palavras por dia, enquanto eles se contentam com 2 mil. Outro anota 25 mil contra 12 mil. Ainda tem um que chega a incríveis 50 mil contra 25 mil. Para que tudo isso? Bom, falar pode ser um jeito de se distrair daquilo que realmente importa, de não prestar atenção em si mesmo, de criar um ruído capaz de afastar a ansiedade. Mas pode ser também uma maneira de trocar idéias, de articular um pensamento, de dizer “sim”.

Ou, simplesmente, de quebrar o silêncio. “O silêncio nos leva às profundezas”, explica a Monja Coen. “Temos medo porque essa penetração pode tocar em pontos essenciais e gerar transformação.”

Melhor, então, aprender a conviver com o silêncio, sem desconforto. Não é fácil. O compositor John Cage que o diga. Ele é o autor de “4’33”” – uma música em que o instrumentista sobe ao palco e, durante 4 minutos e 33 segundos, não toca uma única nota. Som? Só o da platéia se mexendo na cadeira, inquieta com o silêncio, acompanhado daquela tosse nervosa (tem lugar em que se tussa mais do que em sala de concerto?).

Opa, o word count do meu computador indica que já gastei quase 400 palavras. Hora de seguir o conselho do rei espanhol Juan Carlos: “¿Por qué no te callas?”. O resto, como diria aquele eloqüente príncipe da Dinamarca, é silêncio.

Fernando Luna, diretor editorial

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E a Paulinha queria ver a monja lá.
Eu também.


Segue o link aé... http://revistatpm.uol.com.br/83/silencio/home.htm

Friday, January 30, 2009

Por que ninguém me avisou???

http://www.ironicsans.com/owmyeyes/

Huh? Huh?

E aí?
Melhorou?

Wednesday, January 28, 2009

Petit Prince... você vai ter que ser forte!!!


Pois é.
Eu, você e pessoas de 160 línguas ou dialetos diferentes crescemos ouvindo: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...".

Tudo culpa da raposa, olha só:

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- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

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Olha só que pesado, meu povo!

Então é assim? Fica pra mim o peso da responsabilidade pelo sofrimento dos outros todos, certo?

Errado, gente.
Não pode ser assim não!

Então, fox, vou ter que discordar de você.
Não vou comprar essa ideia e achar que todas as pessoas que eu cativei são propriedade minha e eu delas, e que somos res-pon-sá-veis - palavra fuerte! - uns pelos outros.

O que eu mais prezo nessa minha vida é a liberdade de ser só eu. Só eu. Uma só. Seguir o meu coração, deixando ele ser até meio irresponsável quando em vez...

A melhor coisa que tem é deixar solto.
Eu deixo você e você me deixa. Daí quando acontece da gente querer estar juntos, sabe que essa vontade foi mútua e genuína.

Fora outra coisa que eu li uma vez e nunca mais que esqueci, que falava mais ou menos o seguinte: tirante os relacionamentos familiares e os amigos de infância assim, inseparáveis, da vida inteira mesmo, toda pessoa que chega pra você, traz com ela um passado, um histórico, um contexto de vida que simplesmente... não te pertencem!!! E pior: nem você nem ninguém podem mudar. Não dá pra apagar as pessoas e as experiências que fizeram esse passado. É fato. Não adianta chorar.
Afinal, com o outro, coitado, acontece o mesmo em relação a você, você também chegou aí com esse passado todo, que é o que inclusive fez de você essa pessoa cheia de defeitos e qualidades que você é e que ainda assim, ou por isso mesmo, cativa tanta gente.

Então, não tem espaço pra cobrança.
Não tem espaço pra melindre - e olha ele de novo aí gente! - e não tem espaço e acabou.

Vamos cuidar de valorizar os estar junto mútuos e genuínos?
Não vamos botar as nossas decisões e muito menos a nossa vida e nosso destino na mão de ninguém não, que é pra não pesar pra esse pobre essa big dessa responsabilidade aí?

Vamos fazer assim, gente... deixa solto, vai! Deeeeixa correr solto que no fim dá tudo certo!

Monday, January 19, 2009

TOP 5


TOP tanto é tendência que pra mim começou com "Alta Fidelidade", o filme.
Baseado no livro homônimo de Nick Hornby, aquele escritor inglês que curte falar de cultura pop, autor também de "Como ser Legal" e "Um grande garoto" que também virou filme, com Hugh Grant.

Mas ok, em "Alta Fidelidade" o personagem principal curte fazer uns TOP 5 de tudo, inclusive dos foras que ele já levou na vida!

Capaz de eu passar essa, mas vamos ao meu TOP 5 assim, dos últimos tempos, porque DA VIDA é muito profundo, vai que tem mais vida pra frente do que pra trás, fora que tudo muda o tempo todo no mun-u-un-du, e pra uma pessoa de gêmeos - quem é ou convive com um desses, sabe - no balanço das horas tudo pode mudar sim.

TOP 5 LUGARES MAIS LINDOS QUE EU FUI:
1. Hanauma Bay, no Hawaii
2. Grand Canyon
3. Lone Peak, em Big Sky
4. Mangue Seco, na Bahia
5. Tiradentes, em Minas Gerais

TOP 5 LUGARES NO BRASIL QUE EU QUERO IR:
1. Floripa
2. Foz do Iguaçu
3. Morro de São Paulo
4. Ouro Preto
5. Rio, com mais tempo

TOP 5 COISAS DE COMER (FORA):
1. Tudo no Mori Sushi
2. Tudo no Taormina
3. Estrogonofe de banana no Blu (ou na Pati Paduan, dentro!)
4. Filé com Gongonzola no Caldo de Feijão
5. Antepastos no Cafeína
6. Acarajé da Praça Benedito Calixto (6 pode?)

TOP 5 COISAS DE BEBER:
1. Água Fresca no Cafeína (suco de melão, limão e hortelã)
2. Suco de laranja (tá, pode colocar uma dose de vodca)
3. Água com gas
4. Coca normal com gelo
5. Frisantes
6. Caldo de Cana com Limão do Sacolão Higienópolis (6 pode?)

TOP 5 FILMES:
1. Burn after Reading/Queime depois de Ler
2. Vicky Cristina Barcelona
3. Blindness/Ensaio sobre a Cegueira
4. Sex and the City
5. Desafinados
6. Não por Acaso (6 pode?)

TOP 5 LIVROS QUE EU COMPREI E NÃO TERMINEI DE LER:
1. Twilight
2. Eat, love, pray
3. Quando o amor chegou
4. As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35
5. Inglês que não Falha

TOP 5 MÚSICAS:
1. You sent me Flying - Amy Winehouse
2. Right as Rain - Adele
3. Warwick Avenue - Duffy
4. Cabide - Mart'nalia
5. Mina do Condomínio - Seu Jorge

TOP 5 BOTECOS E BALADINHAS E SUAS BANDAS:
1. Noites de sábado no Na Mata Café com Frank Elvis e Los Sinatras
2. Noites de quinta no Kiaora com Taboo
3. Tardes de sábado no Municipal com Banda A Cores
4. Tardes de domingo no Municipal com a banda do André, o belo
5. Noites de sábado no Feira Moderna com João Macacão

TOP 5 SHOWS:
1. Ney Matogrosso - Inclassificáveis
2. Seu Jorge, Vanessa da Mata, Ben Harper e Dave Matthews - Projeto About Us
3. Ana Canas
4. Roberta Sá
5. Zeca Baleiro

TOP 5 PROGRAMAS DE TV:
1. CQC (e seu Toooop Five!)
2. Mothern
3. Saia Justa
4. Irritando Fernanda Young
5. Dilemas de Irene
6. Cilada (6 pode?)

TOP 5 SÉRIES:
1. Sex and the City
2. Desperate Housewives
3. Doctor House
4. Private Practices
5. Lost
6. Friends (my bad, Fê! Valeu!)

TOP 5 LOJAS QUE EU GOSTO:
1. Riachuelo
2. Hering
3. Acessorize do Higienópolis
4. M. Officer do Frei Caneca
5. Dona Frô na Benedito Calixto

Um dia eu volto, porque tem muito mais coisa que eu classifico nessa vida, mas não quero me estender agora pra não cansar você.

Tchau.

Friday, January 16, 2009

O bem, o mal e o que a Flora aflora


"Ela alcançou o olhar legítimo do psicopata, da falta de sentimento. Inclina levemente o rosto para baixo e ergue sutilmente os olhos, como um predador", diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado, usando a foto desta página como exemplo.
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Pois é, gente.
Medo.
Não sei você, mas eu que nem sou das mais noveleiras, me rendi ao fascínio da interpretação de Patricia Pillar nestes últimos capítulos de A Favorita.

Loirinha.
Cachinhos.
Olho azul.
Um anjo.

Dá medo, não dá?
Cada vez que um psicopata "age", me dá medo de mim.
Na verdade acho que todo mundo sente medo de si mesmo nessas situações, porque vê que cada um de nós pode abrigar um monstro adormecido.

Sem querer dramar, mas eu conheço gente que não se apega, não se envolve, foge do sofrimento o quanto pode e consegue ser blasé com as alegrias também.
Será que isso se caracterizaria como ausência de sentimento? A ausência de sentimento é mesmo uma patologia?

A ficção por vezes cuida de nos mostrar situações que ultrapassam o propósito do entretenimento e nos fazem pensar.

Em um episódio da primeira temporada de Desperate Housewives há uma situação meio assim, que me assustou e me chamou muito a atenção. Andrew, o filho rebelde da perfeccionista Bree Van de Kamp, menor de idade, dirigindo embriagado, deixa em coma a sogra da vizinha e amiga Gabrielle Solis, e não parece se abalar um
nada com o mal causado por sua irresponsabilidade.

Transcrevi um diálogo, pra mim assustador, de mãe e filho aqui:

BREE: Andrew, um, I know the last few days have been stressful, and, uh, you know, if you ever need to talk to anybody...
(Andrew, eu sei que os últimos dias tem sido estressantes, e, se você precisar conversar com alguém...)

ANDREW: I know, I know. You and Dad are here for me.
(Eu sei, eu sei... você e papai estão aqui!)

BREE: Actually, I was thinking we could arrange for you to talk to a professional.
(Na verdade, eu estava pensando que nós poderiamos providenciar pra que você converse com um profissional.)

ANDREW: A shrink? You think I'm crazy?
(Um psiquiatra? Você acha que eu sou louco?)

BREE: Of course not. It’s just that the accident probably stirred up a lot of emotions, and it would be normal for you to be feeling confused or depressed or ashamed...
(Claro que não. É só que o acidente provavelmente desencadeou muitas emoções, e seria normal que você se sentisse confuso, ou envergonhado...)

ANDREW: I'm cool, mom. Really.
(Tô bem, mãe, sério...)

BREE: Honey, you put a woman into a coma. Surely that arouses some kind of emotion!
(Querido, você colocou uma mulher em coma. Com certeza isto provoca algum tipo de emoção!)

ANDREW: Yeah, well, it doesn't. Now if you'll excuse me...
(Bom... não provoca. Agora se você me dá licença...)

BREE: No, I won't, not until you tell me.
(Não, não dou licença, não até você me dizer.)

ANDREW: Why do you care?
(Por que você se importa?)

BREE: Because I need to know that you're not a monster!
(Porque eu preciso saber que você não é um monstro!)

ANDREW: You want to know how I feel?
(Você quer saber como eu me sinto?)

BREE: Yeah.
(Sim.)

ANDREW: Okay, here it goes. I feel bad that she got hurt. But I also feel bad that my car got dinged because somebody didn't have enough sense to look both ways before she crossed the street. And I also feel bad that now I'm gonna have to ride my bike to school.
(Ok, lá vai. Me sinto mal que ela esteja ferida. Mas eu também me sinto mal que eu tenha perdido meu carro porque alguém não teve senso suficiente para olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. E eu me sinto mal também por ter que ir pra escola de bicicleta agora.)

BREE: Andrew, you almost killed another human being.
(Andrew, você quase matou outro ser humano.)

ANDREW: She’s an old lady. Okay? She’s lived her life. I have my whole life ahead of me, and now it might be screwed up! That’s what you should be worried about!
(Ela é uma velha senhora. Ok? Ela já viveu a vida dela. Eu tenho minha vida toda pela frente, e agora eu posso estar encrencado. É com isso que você devia se preocupar!)

BREE: What I'm worried about, Andrew, is that you don't seem to have a soul. Give me one good reason why I shouldn't call the police!
(O que me preocupa, Andrew, é que você parece ser desprovido de alma. Me dê uma razão pela qual eu não deveria chamar a polícia!)

ANDREW: Because I'm your son. That would make you the monster.
(Porque eu sou seu filho. Isto faria de você, o monstro.)

He walks out.
Ele sai da sala.

Eu não sei de verdade qual é o meu propósito, o que eu, eu mesma, teria a acrescentar aqui.

O que eu sei é que mais e mais eu procuro me cercar de gente que pelo menos pareça provido de alma.
Eu quero que o normal seja cada um pensar em si e amar a si mesmo, mas nunca de um modo demasiado mesquinho e egoísta.
Que os pais consigam detectar estes sinais nos filhos, se houverem, e cuidem de tratar o mal pela raiz, criando crianças responsáveis pelos seus atos, valorizados pelos bons, e conscientizados, senão punidos, pelos maus.

Há um valor que anda cada vez mais esquecido nas relações familiares, chamado respeito.
Alguns pais têm medo dos filhos, e a eles simplesmente acatam, temerosos de - agindo de maneira diferente - perder seu amor.

Ainda não sou mãe, mas peço a Deus que me dê discernimento e força pra botar nesse mundo uma criatura amável, provida de alma e de bons sentimentos.

Nada pode ser pior do que a ausência de sentimentos. Ok. Talvez a impotência de não se conseguir lidar com os "desalmados", uma vez que nada, nunca, irá atingi-los.

É, Flora e Andrew me puseram pra pensar...