Friday, April 24, 2009

Relaxa que eu tenho um plano...


Não sei pra quê que eu insisto.
Eu não sou organizada, eu não sei usar agenda, eu não sei usar nem calendário, eu tenho limitações quando o assunto é relógio de ponteiros... por que diabos me meto a fazer planos?

Quero lhe contar como eu vivi e tudo que aconteceu comigo.

Eu fui a uma médica alergista aqui em SP dia desses.
Só que eu tava meio pobre, a Sil me emprestou a grana a tempo e tal.
Fui ao banco, saquei o dinheiro, fui pro consultório.
Qual era o plano?
Consultar.
Pagar.
É o que a maioria das pessoas faz.
A médica virou minha amiga de infância, a consulta durou uma hora e quinze, ela foi comigo até a porta da clínica, eu me despedi com beijinhos, disse tchau-bom-final-de-semana pras mocinhas da recepção e fui.

Paguei?
Não.

A médica pediu uns exames que eu planejei (aí, de novo!) fazer em Varginha no dia 19/abril.
O plano era: jejum de oito horas na sexta pra fazer exame sábado.
Eu levei o pedido dos exames pra Varginha?
Claro que não.
Daí fui pra Happy Hour do Clube, dancei, bebi um cado de cerveja e comi vários petisquinhos até o amanhecer.

O retorno era hoje, dia 24.
Putz, tenho que levar os resultados do exame, gente.

Relaxa que eu tenho um plano: eu chego em SP terça.
Fico em jejum.
Quarta de manhã eu vou dar aula pro Kuarahy, o Kuarahy não vai à aula, eu volto rapidamente pra casa, vou no Hospital Santa Isabel aqui do lado e faço os exames. Vai ficar pronto até sexta, claro!

Jejum: check.
Kuarahy não comparecer: check demais, hehehe... essa era a parte fácil.
Colher sangue no Santa Isabel: peeeen.
"Não fazemos esses exames aqui, são exames especializados."

Ok, provavelmente não faria em Varginha também, então viva a Happy Hour, a Skol e os petisquinhos.

Voltandoooo. Focoooo.
Tá. Vou ali no Lavoisier pra aproveitar o jejum e já faço isso.

Eu nunca tinha ido no Lavoisier.
O tamanho da coisa tava definitivamente fora dos meus planos.
Minha senha era a 612 e tava no 457.
Quarenta minutos depois, eu prestes a desmaiar de fome, os números não mudaram.

Ok. Mudança de planos por questão de sobrevivência.
Vou fazer esse exame amanhã e vou no retorno sem resultado de exame. Paciência.

Jejum de novo.
Lavoisier ontem de manhã de novo.
Demorou uma hora pra me chamarem pra fazer o meu cadastro, mais uma meia hora pra chamarem pra coleta, dei conselhos de vida pra moça que coletou meu sangue e essa foi a melhor parte do plano, a parte não planejada: fazer a moça feliz! Ela me achou muito legal e eu saí da salinha com um band-aid de bolinha na dobra do braço e deixei a moça com uma frase para reflexão: "Quem fica parado é poste.". Ela respondeu animada: "Olha essa Patricia!".
Resultado na segunda, 27. Tá, né?

Sexta.
Muitos planos!
Aula pro Kuarahy que não foi.
Pegar pão na Charmosa pra tomar café com a Fê (café ca Fê, haha).
Treinamento na Pompéia.
Hidratação da promoção na Capricci com as meninas.
Almocinho rápido e sem grandes ambições com as meninas.
Ônibus para a Dra. Ana Paula às 15h30min. O retorno!
Primeiro dia de aula na faculdade.
Aniversário da Lé.
Tava tudo na agenda. Juro.

Almocinho rápido e sem grandes ambições?
Virou Macedos muito fino, e com cai-pi-ri-nha. Tá bom pra você?

Dra. Ana Paula de bus?
A Isa me deu carona.
Cheguei lá, falei: "Oi, eu tenho um retorno com a Dra. Ana Paula. Eu sou aquela que não pagou a consulta."
Gislaine diz: "Então. Eu tentei falar com você, deixei um recado na caixa postal, a Dra. teve que viajar e não vai poder te atender."
Aaaaah, foi aquela hora que o telefone tocou durante o treinamento e eu fingi que o celular não era meu porque eu tinha esquecido de botar no silencioso... Crédito pra ouvir a mensagem de voz eu não tinha. E na consulta eles ligaram pra confirmar, deve ser pra confirmar o retorno.
Não era.
Era pra cancelar.
Tomou, papuda?

Paguei a consulta que eu devia, marquei o retorno pra dia OITO de maio.
Agora dá tempo de pegar o resultado do exame.
Bem de acordo com o planejado.
Finalmente!

Ah, fui à aula, mas o aniversário da Lé não rolou.
Fiquei 45 minutos plantada na Paulista sozinha e Deus e nádegas de passar o ônibus que eu precisava.
Ela vai me entender.
Outra hora a gente planeja de comemorar, hehe...

Monday, April 20, 2009

Postando e comentando VIII: O Menino do Dedo Verde


Que coisa engraçada... eu nunca mais ouvi falar do menino do dedo verde. Nunca mais.
Eu li quando eu tinha uns 10, 11 anos, fiquei maravilhada com aquele menino que transformava tudo em flores, escorregava pelos corrimões de casa e chamava o pai de Senhor Papai e a mãe de Dona Mamãe, coisa que eu muito provavelmente devo ter começado a fazer também.

Aí eu li na internet e na Veja que o autor Maurice Druon, morreu dia 14 de abril, aos 90 anos, em Paris.
Nem sabia que além do "Menino" ele havia escrito uma série de sete romances sobre a monarquia francesa que teve mais de 100.000 cópias vendidas só no Brasil.

Me deu saudade de Tistu. Que eu até hoje não sei se é Tístu, ou Tistú.
Pardón my French.

Deleite-se.

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Tistu é um menino muito sortudo. Vive na cidade chamada Mirapólvora numa grande casa, a Casa-que-Brilha, com o Sr. Papai, Dona Mamãe e o seu querido pônei Ginástico. Eles são ricos pois o Sr Papai tem uma fábrica de canhões. Para grande decepção de todos, Tistu dorme nas aulas. Sr Papai resolve fazer com que Tistu aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. As aulas serão com o jardineiro Bigode e com o gerente da fábrica de canhões, o Sr Trovões.
Na primeira aula, o jardineiro Bigode descobre um dom fantástico em Tistu: o menino tem o dedo verde! Isto significa que, onde ele colocar o dedo, nascerão flores! Porém as pessoas grandes não iriam entender este dom. Seria melhor mantê-lo em segredo. Bigode se transforma no conselheiro de Tistu.
Com o Sr Trovões Tistu conhece um pouco do lado triste do mundo: a miséria, a prisão, o hospital. Ele resolve alegrar estes ambientes colocando seu dedo lá, mas no anonimato. Para o espanto da população, o presídio ficou com tantas flores que as portas não conseguiam mais fechar. Mas os presos não queriam fugir, pois estavam maravilhados! As flores da favela absorveram o lamaçal e enfeitaram as casas, transformando a favela em atração turística. A menina do hospital, que antes contava os buraquinhos do teto para passar o tempo agora conta botões de rosas, que nascem em volta do seu leito. A cidade, e a vida das pessoas da cidade, mudaram completamente.
Tistu então conhece a fábrica do Sr Papai. Ele fica inconformado com o mal que os canhões e as guerras trazem. Secretamente, coloca o dedo nos canhões que estavam sendo enviados para uma guerra. Resultado: a guerra fracassa, pois ao invés de bombas, os canhões lançaram flores. A fábrica é arruinada.
Vendo o desespero do sr Papai, Tistu resolve revelar que foi ele quem colocou as flores nos canhões e prova isso fazendo nascer uma flor no quadro de seu avô, na parede. Sr Papai resolve então transformar a fábrica de canhões em fábrica de flores. A cidade passa a se chamar Miraflores.
Um dia Tistu recebe a notícia de que o jardineiro Bigode tinha ido viajar, que estava dormindo. Confuso com as informações, Tistu pergunta para seu pônei o que aconteceu com Bigode. Ele revela: Bigode morreu. E este é o único mal em que as flores não podem fazer nada.
- Se Bigode morreu, ele está no céu. Então, vou construir uma escada com minhas flores para ele descer! – conclui Tistu. Após construir a escala, era impossível ver onde ela estava terminando. Sumia no céu. Tistu esperou mas Bigode não desceu. Então ele resolve ir buscá-lo. Seu pônei tenta impedi-lo sem sucesso. Tistu sobe a escada, vê sua casa diminuindo, vê as nuvens, perde seus chinelinhos e escuta a voz do Bigode: - Ah, você está aqui!
Naquela manhã os moradores da Casa-que-Brilha saíram a procura de Tistu e encontraram uma relva diferente, roída pelo pônei, com botões de rosas dourados, formando a frase: Tistu era um Anjo.

Thursday, April 09, 2009

There are so many special people in the world...




























Por que será que tem que ser assim?
Mais, será que todo mundo é assim?
Se é mais difícil, mais sofrido, é mais bacana? É assim, então?

Eu ganhei um aluno especial esse semestre.
Pra não expor demais, não vou dar muito detalhe não, mas o que eu sei é que é difícil.
Cansativo.
Me esgota.
Parece que eu dei três aulas seguidas e foi só uma.

Mas a paciência que por vezes me falta, com ele e pra ele não falta mais.
Repito, repito, repito, explico, comemoro os acertos, consolo nos erros e, olha, espero que eu esteja certa, mas hoje eu vi uma evolução ali.
As dificuldades estão crescendo e ele está acompanhando... devagar está me seguindo.

É bonitinho vê-lo comemorar seus acertos com um YES! animado.
Ver que ele agora me obedece e me respeita, coisa que não acontecia no início.

E me deixa feliz pensar que se ele seguir em frente, mesmo no ritmo dele, mais lento, como ele sabe que é, se ele chegar lá, ele vai se lembrar de mim como sua primeira teacher.

E hoje, não sei porque, dando aula pra ele e vendo ele entender presente simples e acertar comigo as regras da terceira pessoa, me senti uma pessoa melhor.
Fui eu quem me senti "especial".

Obrigada, Deus, e obrigada Paulinha, minha fada, por - mesmo indiretamente - me deixar me sentir tão bem hoje!

Saturday, April 04, 2009

Sobre a (im)perfeição


A perfeição é muito relativa e eu - a duríssimas penas - aprendi que não a quero mais.
De perto ninguém é perfeito, de perto ninguém é normal.

O ideal inatingível que eu coloco tão acima de mim pode servir para que eu me deprecie mais e mais, porque o óbvio às vezes parece sânscrito: não vou ser perfeita nunca. Vou ser sempre eu.

A coisa toda é me sentir bem sendo quem eu sou, under my own skin.

Muita gente costuma achar que o problema é sempre o outro.
Eu ao contrário sempre tenho certeza que o problema sou eu, o outro é sempre o máximo, ele há de estar certo, alguma coisa eu fiz, e mesmo que eu nunca descubra o que foi, foi horrível com toda a certeza.

Muita gente pode se surpreender ao me "ler" falando assim, eu não pareço me preocupar muito com os julgamentos e opiniões alheias não, eu sei disso, mas "de noite na cama eu fico pensando", você é que não sabia.

Porém, a gente está nesse mundo pra evoluir, no dia em que a gente atinge o ponto máximo a gente vai embora, deixando o exemplo e as lembranças pros outros.

Eu tenho aprendido bastante comigo e com as diferentes Patricias que eu sou quando estou com diferentes pessoas. Sim, parece meio complicado, nem sei se acontece o mesmo com mais alguém, mas eu não sou a mesma com todo mundo, eu não sou uma só. Posso ser ótima e posso ser péssima. Posso me alternar com as pessoas e posso me alternar com a mesma pessoa. Posso não estar conseguindo me fazer entender mas qualquer coisa eu volto mais tarde pra tentar clarear mais as coisas.

O diferencial recém absorvido - que é o que eu quero pra mim desse minuto em diante - é aceitar minhas fraquezas, me perdoar por elas, e mais importante, revertê-las, mesmo que a duríssimas penas.

Aceitando meu tempo, aceitando o tempo dos outros, aceitando que mesmo depois de revertidas as fraquezas em força, ainda estarei longe da perfeição.

E que mesmo assim, tá bom.

Tuesday, March 31, 2009

Postando e Comentando VII: Sempre teremos Paris






















Fico feliz e quase aliviada quando alguém também fala o que eu também sinto e não falo.
Ou não falei ainda.

Eu sei lá.
Me acho meio diferente, às vezes.
Eu quero sem querer e não quero querendo.

Me sinto sempre dez anos atrás muito embora eu saiba que estou aqui mesmo, hoje, agora.
Não tenho 28, e tá cheio de coisa importante pra acontecer na vida com prazo de validade.
Não gosto não.
Saco esse negócio de deadline.
E eu vivo aí achando que agora vai, que agora eu vou resolver a minha vida.
Ao mesmo tempo, vai ver que vida - resolvida ou não, de acordo com o ponto de vista - é isso que eu tô vivendo.
Acho até que é.
Não é?

Aaaaah.
Lê aí, vai.
Leia o texto, veja o filme.

+++++++++++++++++++++++++++

April e Frank Wheeler consideravam-se especiais, eram irreverentes, ele lutou no front da Segunda Guerra, ela queria ser atriz. A primeira pergunta que ela dirige a ele quando se conhecem: “O que você faz?”. Ele responde de forma literal, dizendo no que trabalha. Ela o corrige, não está interessada na realidade, mas no sonho: o que ele quer ser? Frank diz que está confuso, procurando se encontrar. Embora reclamando, ele acha algum sentido na vida suburbana que o casal monta sem pensar. Trabalha numa firma onde pode crescer, pega o trem todo dia, reencontra a família e a casa arrumada ao voltar. April não sente o mesmo: sua carreira dramática não vinga e a rotina doméstica a enlouquece.
A história do casal Wheeler está num livro chamado Revolutionary Road (Richard Yates, 1961), que alude ao nome da rua em que eles moram. O endereço não podia ser mais paradoxal, pois é para acomodar-se e não para mudar o mundo que eles aderiram à típica casinha branca de família americana. Mas dentro de April a revolução borbulha e é a isso que assistimos do começo ao fim do livro e do filme (Foi apenas um Sonho, de Sam Mendes). Seu amor por Frank só reacende quando eles voltam a partilhar um sonho: mudar-se para Paris. Ela planeja trabalhar e ele ficaria um tempo estudando e tentando ser outra coisa, talvez escritor. April não quer dele o que os homens estavam acostumados a dar às mulheres: casa, sustento, filhos.
Não conto mais para não estragar o prazer de ver esse filme, na magistral interpretação do casal de ato­res protagonistas de Titanic. Digamos que eles encenam o que poderia ter acontecido se a tragédia não tivesse transformado aquele amor em apenas um sonho.
Entramos num tema que já foi maravilhosamente tratado em As Horas, aquilo que Betty Friedan na década de 50 chamou de A Mística Feminina: a insatisfação das mulheres com seu destino doméstico. Trata-se da onda de depressão que abateu as americanas do pós-guerra, que murchavam em plena época de prosperidade. Não estaria velha essa questão, como idosas estão as que foram suas protagonistas?

Eternamente inquietas.
Provavelmente não, embora a vida das mulheres tenda a ficar cada dia mais próxima dos anseios de April. Hoje podemos viver destinos diversos, mas continuamos perdidas em devaneios, usufruindo do legado de insatisfação que nossas ancestrais nos deixaram. Para as acompanhadas, fica a dúvida do que seriam se fossem livres, enquanto as solitárias sentem-se em dívida com o destino amoroso. Filhos estorvam quando existem e deixam um buraco quando faltam. Estamos sempre inquietas.
O filme nos lembra que os homens também estão mais interessados no que podem tornar-se do que no que são. Frank amava em April essa angústia, essa dedicação ao sonho, April amava em Frank aquilo que ele não realizou. Como na história de outro casal antológico do cinema, os apaixonados de Casablanca: no fim nós sempre teremos Paris.

Diana Corso, 48, é psicanalista. Vive em Porto Alegre, tem duas filhas, escreve quinzenalmente no jornal Zero Hora e é co-autora do livro Fadas no Divã. Seu e-mail: dianamcorso@gmail.com

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Ufa.
Viva April. Viva Frank. Viva eu. Viva você.

Wednesday, March 18, 2009

Serena Serenini



























Nasci Serenini, há um tempo atrás.
Agitaaaada, falando sem parar, rindo o tempo todo e bem alto, mudando de ambiente com passos de dança.
Muito italiana, Serena só no nome.

Agora, recentemente, cheguei no limite.
Junto dessa agitação toda, sempre viveu uma necessidade de abraçar o mundo, de agradar, de ser aprovada, de estar no lugar certo e fazer a coisa certa o tempo todo.
Dormia pouco pensando nisso e durante o dia a irritação e a falta de paciência reinavam.

Cansei.

Tô vendo que tem coisas que a gente não muda. Ponto.
Tem pessoas que a gente adora, mas todas elas uma hora vão incomodar a gente.
A gente também não precisa achar que vai agradar o tempo todo.
A Carla Perez já falou, quando a bunda dela era celebridade e ela era burra, ela disse: "Nem Jesus agradou todo mundo, não é eu que vai agradar."
Saiu na Veja, eu lembro.
Se nem Jesus nem Carla Perez - nem Carla Perez! - agradou, sou eu ou você que vai?
Não vai não!

Então agora eu fico na calma, fico Serenus.
Tem quem duvide da minha crença na Santa Passiflora, mas o importante é o aumento evidente da minha paciência com as pequenas irritações do dia a dia.

Não reclamo mais do que não vai mudar.

Respondo com um: "É mesmo?" às verdades absolutas que me são ditas e que eu não
compro.

Não surto nem corro demais mais.

Espero o tempo do garçon se ele é mais lentinho.
(Só a porta do Santa que eu apreciaria que fosse menos lentinha.)

Que mais?
Não arrumo a cama todo dia.

Nem tô coçando tanto mais - ok, o calor mais brando ajuda, mas eu gosto de acreditar na Passiflora também. Me deixa.

Deus me conserve assim, Serenini de tudo.
Deus me dê mais alunos Sol Nascentes para me acompanharem no caminho do zen.

Se possível, Deus, me dê dinheiro pra fazer uma yogazinha.
Capaz de agora eu não ficar mais nervosa achando tudo devagar.
Ommmmmmmmm.
Namastê!

Fique na calma, irmão.

Thursday, March 12, 2009

Gemini, gemini, geminiano, este ano vai ser o seu ano!!!


Raio-X:

Maio - Junho, no meu caso, dia dos Namorados, sem drama, ok?
Elemento: Ar - aérea? eu?
Planeta: Mercúrio - metal de transição, eu?
Na natureza: vento - aérea? eu?
No corpo: braços, mãos e sistema respiratório
Metáforas: borboleta, biblioteca, jornais, mapas, telefone, caneta, bicicleta, dicionário
Características: versatilidade, adaptabilidade, curiosidade, esperteza, capacidade de ensinar, transmitir, convencer e elaborar textos - eu elaboro textos sim... convenço beeeeem, sou versátil, me adpato que é uma beleza, hopefully I can teach, e a minha curiosidade é controlada, eu diria
Famosos: Fernando Pessoa, Bob Dylan, Marilyn Monroe, Fernando Henrique Cardoso, Garcia Lorca, José Lins do Rego e Che Guevara, Paulinha, Mari, Ruvani, Dri, Roger, Marcelinho e outros çangue bão

A mulher: (soy yo)

Mulher nº1: capaz de se ajustar a tudo que se exige dela; jamais ficará mal-humorada com mudanças; capaz de fazer com que uma nova casa fique encantadora com um leve toque de suas mãos inteligentes e delicadas - a minha é quase um milagre, mas sabe que eu gosto? - se entusiasma com a abertura de novos horizontes; por baixo de toda uma conversa inconseqüente e brilhante, ela pensa, e muito bem - Ahaaaaa! Tá vendo???

Mulher nº2: temperamental - Hã?; gosta de desafios mentais - é o que eu maaaais gosto; dificilmente terá preconceitos ou se deixará abalar pela vida - isso!; não aborrecerá seu companheiro com suspeitas e perguntas sobre com quem ele esteve, onde esteve e o que esteve fazendo; o parceiro também deve evitar perguntas e suspeitas, pois ela é altamente independente e individualista. - vamos fazer um viva ao desapego! VIVAAAA!!! Mais uma vez: VIVAAAAAAAAAA!!!!!!!!!

Mulher nº3: aborrecida e deprimida com trabalhos domésticos; as camas ficarão desarrumadas, os pratos na pia, enquanto ela sonha acordada, lê ou escreve um poema ou um esboço de peça; ótima companhia, passa madrugadas em conversas agradáveis e espirituais. - Essa é com quem já morou comigo ou já se hospedou na minha casica, mas principalmente, no momento... É com você Ana!!! (de qualquer forma, aborrecida e deprimida com trabalhos domésticos, é uma ótima expressão!)

Mulher nº4: ótima anfitriã, cheia de graça e encanto - oooooon... sim, soy yo!; se sentirá à vontade em qualquer tipo de sociedade - Fato! Vou da Mama ao Figueira Rubaiyat - este último se você me convidar - com extrema desenvoltura; romântica e ultrafeminina - ô, se não!, talvez escrevendo poemas para o seu companheiro no seu aniversário; sofisticada. - Ouça o que eu digo... os meus cartões de aniversário são dignos de serem guardados debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção, huh?
Uma mulher de Gêmeos, seja qual for, jamais tomará um trem, se puder voar. - Nah!
Jamais ficará calada, se puder falar. - Nah!
Jamais irá embora, quando puder ajudar. - Nah!
E jamais andará, quando puder correr. - Nah-ah!

Seu cérebro tem tantos pensamentos e seu coração tantas esperanças, que talvez ela precise de um computador para classificá-los todos.
Ou talvez precise apenas de alguém capaz de correr ao lado dela e sonhar junto. - Talvez. É.

A mãe - que eu um dia vou ser, a teacher que eu já sou

Será alegre e risonha. Provavelmente não permitirá que os filhos a atrapalhem, pois tem sempre muita coisa a fazer para lhes dedicar uma superproteção. - Hahahaha, engraçado, mas é fato!
Eles imitarão sua independência e se beneficiarão disto. Se alguém perguntar a ela quanto tempo passa com eles, é provável que responda: "Não importa quanto tempo, o que importa é quanto amor". Talvez as crianças nem sempre a obedeçam porque num dia é muito severa e no outro muito branda, mas as crianças adorarão conversar longamente com ela.

Sua imaginação acompanha a dos filhos, e eles se divertem mutuamente. Provavelmente será uma mãe permissiva, - provavelmente sim, hehehe - mas se preocupará com as médias escolares, e insistirá para que os filhos tirem boas notas. Eles não ficarão sem fazer seus trabalhos de casa se ela puder ajudá-los, embora talvez escapem de guardar as roupas. - Talvez, sim...

Só sei que acordo e GOSTO da vida, os dias não são nunca iguais.
Paulo Freire


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Este post vai para: Fernando Pessoa, Bob Dylan, Marilyn Monroe, Fernando Henrique Cardoso, Garcia Lorca, José Lins do Rego e Che Guevara, Paulinha, Mari, Ruvani, Dri, Roger, Marcelinho e outros çangue bão

Thursday, February 12, 2009

Fecha e Deixa Solto - Postando e Comentando VI





Chegando o dia dê - leia-se Valentines - lá venho eu pregando o desapego de novo!

É por essas e outras que eu gosto tanto da Martha Medeiros.
Eu gosto de quem prega o desapego.

Eu mesma li esse texto e fiquei pensando no que será de mim, Serafim.
Porque eu já fui apegada demais e desapegada demais, nos meus relacionamentos.
Aliás eu já consegui a proeza de ser doente de ciumenta e totalmente desplugada com a mesma vítima.

Faz muuuuuito tempo que eu cresci e nunca mais fiquei ciumenta, e eu espero do fundo do coração continuar assim.

Desejo o mesmo pra você.

Deixa solto.
Né?

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Muitos leitores mandam sugestões de tema para crônica, e nem sempre posso aproveitá-las, não porque não sejam boas, mas é preciso que eu comungue da mesma idéia, senão vira uma simples encomenda e o texto sai frio. Mas semana passada um internauta chamado Paulo me contou um papo que teve com um amigo e eu não pude desprezar o depoimento dele, até porque, além de divertido, considero o assunto de utilidade pública.

Ambos maduros, com alguns casamentos nas costas, estavam se queixando das namoradas. Não agüentavam mais a ladainha: "onde foi, onde estava, por que não ligou, não me disse que foi, de quem é esse número, liguei e não atendeu, eu vi que você olhou pra ela, a que horas você chegou, você não me convidou, por que você não atendeu, o que vamos fazer no Carnaval, você quer que eu vá ou não, assim não vou".

Ri muito quando ele reproduziu esse pout-pourri de lamentações. É bem assim. Os apaixonados costumam massacrar. Eu só acrescentaria que esse massacre não é só feminino: tem muito homem que age da mesma forma.

Mas prosseguindo. O amigo de Paulo, durante a conversa, apontou uma saída: "Elas precisam aprender com os flanelinhas".

Como?

"O flanelinha te indica um lugar pra estacionar e diz: fecha e deixa solto". Não é simples?

Eis a fórmula sugerida por eles para fazer as relações durarem mais do que três semanas: fecha (sim, um relacionamento fechado, fiel, bacana), mas deixa solto. Mantenha um espaço para respirar. Permita um mínimo de mobilidade: poder empurrar um pouquinho pra frente, um pouquinho pra trás. Possibilite uma manobra, um encaixe. Não puxe o freio de mão.

Essa crônica foi praticamente escrita pelo meu leitor Paulo, cujo sobrenome não vou revelar para que suas namoradas não se sintam expostas. Mas seja para Paulos, Marias, Anetes ou Ricardos, a regra do flanelinha deve ser seguida e regulamentada: fecha e deixa solto. Confia. Ninguém quer invadir seu relacionamento, mas é preciso que haja flexibilidade, ajuste às novas situações, enfim, tem que relaxar um pouco.

Tem quê? Bom, talvez não tenha que relaxar, se esse tipo de queixa (onde foi, com quem estava, por que não ligou) for considerado um carinho, um cuidado, parte do jogo do amor, sem causar maiores irritações. Mas, antes de iniciar um interrogatório desse tipo, sonde o terreno, veja se está agradando. Geralmente, pessoas maduras já estão com a paciência esgotada para investigações minuciosas. Desconfio até que a irritação se dá por que "onde fomos, com quem fomos e por que não ligamos" não tem nada de excitante ou misterioso: fomos almoçar com a mãe e o celular ficou sem bateria. Se estivéssemos fazendo algo realmente condenável, aí sim, justificaria uma crucificação verbal. Ao menos as respostas exercitariam nossa criatividade e cinismo.

Mas como somos todos inocentes, feche e deixe solto.


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Viu?
A Martha concorda comigo.

Monday, February 09, 2009

O Apaixonante Caso de Benjamin Botões


Sim, estou frisando os botões, porque eu fiquei mais de mês falando que queria assistir "O Curioso Caso de Benjamin BuRRRRtton". A Fê deixou solto. Ela também falava antes de assistir ao filme e achou melhor assim.

Tentei, tentei, até ficar com dó de mim, mas sexta passada com meu querido Vinnie, consegui!

Meu irmão me mandou levar lençol e eu desdenhei. Devia ter levado.

Devo estar sem contato com a minha própria dor, por isso choro tanto a dor dos outros.
DEUS DO CÉU. Comecei a chorar no início. Não tô pronta ainda pra ficar vendo pessoas sofrendo horrores numa cama de hospital.
Como eu admiro os médicos, enfermeiros e profissionais da saúde em geral. Sempre digo pros meus amigos médicos que Deus sabe o que faz, e me ajudou a aprender inglês o suficiente pra ensinar.

Ok, de volta aos botões, como bem disse a Mari, todo mundo tem que ver. Todo mundo merece.

O filme tem de um tudo, a gente ri e a gente chora.

Ele não é triste, mas é tocante. Emociona sem dó.

O estranhamento causado pela figura deformada daquele velho bebê passa antes do que se perceba, e o que fica é a sensação de "que delícia, que bom que eu vim", por quase três rápidas horas.

Do muito que foi falado acerca do filme por minhas companheiras blogueiras, concordo com tudo.

Para não repeti-las, eu acrescento o que me tocou pessoalmente, devido à situação - minha e de tantos contemporâneos - de quem tem uma pessoa de idade em casa.
Quando Benjamin e Daisy têm seu grande encontro, ela pergunta: "Would you still love me if I were old and saggy?" "Você ainda vai me amar quando eu estiver velha e enrugada?"
Ele, trilhando o caminho oposto, devolve: "Would you still love ME if I were young and had acne? When I'm afraid of what's under the bed? Or if I end up wetting the bed? " "Você ainda vai ME amar quando eu tiver acne? Quando eu sentir medo do que está debaixo da cama? Ou se eu terminar molhando a cama?"
A conclusão, a resposta de Dayse é: "Sugar, we all wear diapers in the end." ou "Querido, nós todos usamos fraldas no final."

E assim o é.
De repente nos vemos omitindo coisas e informações dos mais velhos, pra poupá-los dos sofrimentos, das encrencas, dos mal estares. Exatamente como fazemos com as crianças.
A paciência e o tato que temos que ter ao lidar com uma criança são os mesmos quando lidamos com nossos velhinhos.
Ver isso de maneira poética nas telas do cinema me emocionou, porque é o que se vê por aí "nas melhores famílias".

Outra parte que me tocou pessoalmente foi essa citação, ó:
"You can be as mad as a mad dog at the way things went. You could swear, curse the fates, but when it comes to the end, you have to let go."
"Você pode ficar mais bravo que um cão com o jeito que as coisas aconteceram. Você pode xingar, amaldiçoar o destino, mas quando chega no fim, você tem que deixar, superar."

E especialmente quando o que, ou quem você tem que superar, relevar e sobretudo respeitar, é alguém por quem você tem um amor incondicional, e que - bingo! - já passa dos oitenta.

Pra finalizar, o final...

"Some people, were born to sit by a river. Some get struck by lightning. Some have an ear for music. Some are artists. Some swim. Some know buttons. Some know Shakespeare. Some are mothers. And some people, dance."

"ALGUMAS PESSOAS NASCERAM PARA SENTAR À BEIRA DO RIO. ALGUMAS SÃO ATINGIDAS POR RAIOS. ALGUMAS TEM OUVIDO PARA MÚSICA. ALGUNS SÃO ARTISTAS. ALGUNS NADAM. ALGUNS SABEM DE BOTÕES. ALGUNS SABEM DE SHAKESPEARE. ALGUMAS SÃO MÃES. E ALGUMAS PESSOAS, DANÇAM."

Alguns são atingidos por raios SETE VEZES e continuam firmes.
Alguns dão de cara com um taxi que os atropela, os esmaga a perna, e ainda assim, DANÇAM.

Saturday, January 31, 2009

Silêncio, Por Favor! - Postando e Comentando V


Eu acho que eu já nasci falando.
É coisa do signo, dizem, esse tal de dom de eloquência - sem trema - que me persegue desde poucos meses de idade.
Uma membra ativa do SINDIPRÊNCIO - Sindicato dos Preenchedores do Silêncio - ele, este último, sempre me incomodou.

Vivo cercada de gente por todos os lados.
Gente fala, eu falo, mulher fala mais que gente.
Muitas vezes erro na mão e falo demais.
Me exponho, causo desastres, pra tentar consertar há que se falar mais e de repente piora.

Então que nesse tempo de resoluções de ano novo - e não me diga que tá tarde! - eu resolvo...
Ouvir mais.
Falar menos, se der. Como consequência, vai... já é o primeiro passo.

Não por coincidência, saiu na TPM de dezembro uma ótima reportagem sobre o tema.
Eu gostei mais mesmo foi do editorial, que é o que eu copio aqui, mas no fim eu boto o link da reportagem completa e você lê.
Ou não.

Eu vou ler mais umas vezes sim.
Tenho medo que me coloquem na nave e me mandem de volta.
Cruzes.

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Um povo conhecido como dogon vive no Mali e em Burkina Fasso, na África ocidental. Não, você não está assistindo ao Discovery Channel. A história tem a ver com esta edição da Tpm. Calma aí.

Pois bem, os dogons acreditam que cada um nasce com determinada quantidade de palavras na barriga. Durante a vida, em conversa fiada, papo sério ou pedido de casamento, se gasta o verbo. A pessoa morre quando o estoque chega ao fim e fica, literalmente, sem palavras. Se no princípio era o verbo, no fim é o silêncio.

Se a gente juntar esse mito com outro mito (aquele de que mulheres falam mais do que homens), fica difícil explicar a longevidade feminina. Ou será que elas não tagarelam mais do que eles? Na página 38, a reportagem “Silêncio!” discute se a verborragia – seja cara a cara, por celular, Messenger, Skype, chats ou Twitter – é mesmo um problema de gênero.

Entre depoimentos e pesquisas, alguns números tentam medir o blá-blá-blá diário. Mesmo com grandes variações, em pelo menos três estudos as mulheres falam mais do que os homens. Um deles garante que elas pronunciam 7 mil palavras por dia, enquanto eles se contentam com 2 mil. Outro anota 25 mil contra 12 mil. Ainda tem um que chega a incríveis 50 mil contra 25 mil. Para que tudo isso? Bom, falar pode ser um jeito de se distrair daquilo que realmente importa, de não prestar atenção em si mesmo, de criar um ruído capaz de afastar a ansiedade. Mas pode ser também uma maneira de trocar idéias, de articular um pensamento, de dizer “sim”.

Ou, simplesmente, de quebrar o silêncio. “O silêncio nos leva às profundezas”, explica a Monja Coen. “Temos medo porque essa penetração pode tocar em pontos essenciais e gerar transformação.”

Melhor, então, aprender a conviver com o silêncio, sem desconforto. Não é fácil. O compositor John Cage que o diga. Ele é o autor de “4’33”” – uma música em que o instrumentista sobe ao palco e, durante 4 minutos e 33 segundos, não toca uma única nota. Som? Só o da platéia se mexendo na cadeira, inquieta com o silêncio, acompanhado daquela tosse nervosa (tem lugar em que se tussa mais do que em sala de concerto?).

Opa, o word count do meu computador indica que já gastei quase 400 palavras. Hora de seguir o conselho do rei espanhol Juan Carlos: “¿Por qué no te callas?”. O resto, como diria aquele eloqüente príncipe da Dinamarca, é silêncio.

Fernando Luna, diretor editorial

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E a Paulinha queria ver a monja lá.
Eu também.


Segue o link aé... http://revistatpm.uol.com.br/83/silencio/home.htm

Friday, January 30, 2009

Por que ninguém me avisou???

http://www.ironicsans.com/owmyeyes/

Huh? Huh?

E aí?
Melhorou?

Wednesday, January 28, 2009

Petit Prince... você vai ter que ser forte!!!


Pois é.
Eu, você e pessoas de 160 línguas ou dialetos diferentes crescemos ouvindo: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...".

Tudo culpa da raposa, olha só:

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- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

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Olha só que pesado, meu povo!

Então é assim? Fica pra mim o peso da responsabilidade pelo sofrimento dos outros todos, certo?

Errado, gente.
Não pode ser assim não!

Então, fox, vou ter que discordar de você.
Não vou comprar essa ideia e achar que todas as pessoas que eu cativei são propriedade minha e eu delas, e que somos res-pon-sá-veis - palavra fuerte! - uns pelos outros.

O que eu mais prezo nessa minha vida é a liberdade de ser só eu. Só eu. Uma só. Seguir o meu coração, deixando ele ser até meio irresponsável quando em vez...

A melhor coisa que tem é deixar solto.
Eu deixo você e você me deixa. Daí quando acontece da gente querer estar juntos, sabe que essa vontade foi mútua e genuína.

Fora outra coisa que eu li uma vez e nunca mais que esqueci, que falava mais ou menos o seguinte: tirante os relacionamentos familiares e os amigos de infância assim, inseparáveis, da vida inteira mesmo, toda pessoa que chega pra você, traz com ela um passado, um histórico, um contexto de vida que simplesmente... não te pertencem!!! E pior: nem você nem ninguém podem mudar. Não dá pra apagar as pessoas e as experiências que fizeram esse passado. É fato. Não adianta chorar.
Afinal, com o outro, coitado, acontece o mesmo em relação a você, você também chegou aí com esse passado todo, que é o que inclusive fez de você essa pessoa cheia de defeitos e qualidades que você é e que ainda assim, ou por isso mesmo, cativa tanta gente.

Então, não tem espaço pra cobrança.
Não tem espaço pra melindre - e olha ele de novo aí gente! - e não tem espaço e acabou.

Vamos cuidar de valorizar os estar junto mútuos e genuínos?
Não vamos botar as nossas decisões e muito menos a nossa vida e nosso destino na mão de ninguém não, que é pra não pesar pra esse pobre essa big dessa responsabilidade aí?

Vamos fazer assim, gente... deixa solto, vai! Deeeeixa correr solto que no fim dá tudo certo!

Monday, January 19, 2009

TOP 5


TOP tanto é tendência que pra mim começou com "Alta Fidelidade", o filme.
Baseado no livro homônimo de Nick Hornby, aquele escritor inglês que curte falar de cultura pop, autor também de "Como ser Legal" e "Um grande garoto" que também virou filme, com Hugh Grant.

Mas ok, em "Alta Fidelidade" o personagem principal curte fazer uns TOP 5 de tudo, inclusive dos foras que ele já levou na vida!

Capaz de eu passar essa, mas vamos ao meu TOP 5 assim, dos últimos tempos, porque DA VIDA é muito profundo, vai que tem mais vida pra frente do que pra trás, fora que tudo muda o tempo todo no mun-u-un-du, e pra uma pessoa de gêmeos - quem é ou convive com um desses, sabe - no balanço das horas tudo pode mudar sim.

TOP 5 LUGARES MAIS LINDOS QUE EU FUI:
1. Hanauma Bay, no Hawaii
2. Grand Canyon
3. Lone Peak, em Big Sky
4. Mangue Seco, na Bahia
5. Tiradentes, em Minas Gerais

TOP 5 LUGARES NO BRASIL QUE EU QUERO IR:
1. Floripa
2. Foz do Iguaçu
3. Morro de São Paulo
4. Ouro Preto
5. Rio, com mais tempo

TOP 5 COISAS DE COMER (FORA):
1. Tudo no Mori Sushi
2. Tudo no Taormina
3. Estrogonofe de banana no Blu (ou na Pati Paduan, dentro!)
4. Filé com Gongonzola no Caldo de Feijão
5. Antepastos no Cafeína
6. Acarajé da Praça Benedito Calixto (6 pode?)

TOP 5 COISAS DE BEBER:
1. Água Fresca no Cafeína (suco de melão, limão e hortelã)
2. Suco de laranja (tá, pode colocar uma dose de vodca)
3. Água com gas
4. Coca normal com gelo
5. Frisantes
6. Caldo de Cana com Limão do Sacolão Higienópolis (6 pode?)

TOP 5 FILMES:
1. Burn after Reading/Queime depois de Ler
2. Vicky Cristina Barcelona
3. Blindness/Ensaio sobre a Cegueira
4. Sex and the City
5. Desafinados
6. Não por Acaso (6 pode?)

TOP 5 LIVROS QUE EU COMPREI E NÃO TERMINEI DE LER:
1. Twilight
2. Eat, love, pray
3. Quando o amor chegou
4. As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35
5. Inglês que não Falha

TOP 5 MÚSICAS:
1. You sent me Flying - Amy Winehouse
2. Right as Rain - Adele
3. Warwick Avenue - Duffy
4. Cabide - Mart'nalia
5. Mina do Condomínio - Seu Jorge

TOP 5 BOTECOS E BALADINHAS E SUAS BANDAS:
1. Noites de sábado no Na Mata Café com Frank Elvis e Los Sinatras
2. Noites de quinta no Kiaora com Taboo
3. Tardes de sábado no Municipal com Banda A Cores
4. Tardes de domingo no Municipal com a banda do André, o belo
5. Noites de sábado no Feira Moderna com João Macacão

TOP 5 SHOWS:
1. Ney Matogrosso - Inclassificáveis
2. Seu Jorge, Vanessa da Mata, Ben Harper e Dave Matthews - Projeto About Us
3. Ana Canas
4. Roberta Sá
5. Zeca Baleiro

TOP 5 PROGRAMAS DE TV:
1. CQC (e seu Toooop Five!)
2. Mothern
3. Saia Justa
4. Irritando Fernanda Young
5. Dilemas de Irene
6. Cilada (6 pode?)

TOP 5 SÉRIES:
1. Sex and the City
2. Desperate Housewives
3. Doctor House
4. Private Practices
5. Lost
6. Friends (my bad, Fê! Valeu!)

TOP 5 LOJAS QUE EU GOSTO:
1. Riachuelo
2. Hering
3. Acessorize do Higienópolis
4. M. Officer do Frei Caneca
5. Dona Frô na Benedito Calixto

Um dia eu volto, porque tem muito mais coisa que eu classifico nessa vida, mas não quero me estender agora pra não cansar você.

Tchau.

Friday, January 16, 2009

O bem, o mal e o que a Flora aflora


"Ela alcançou o olhar legítimo do psicopata, da falta de sentimento. Inclina levemente o rosto para baixo e ergue sutilmente os olhos, como um predador", diz a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado, usando a foto desta página como exemplo.
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Pois é, gente.
Medo.
Não sei você, mas eu que nem sou das mais noveleiras, me rendi ao fascínio da interpretação de Patricia Pillar nestes últimos capítulos de A Favorita.

Loirinha.
Cachinhos.
Olho azul.
Um anjo.

Dá medo, não dá?
Cada vez que um psicopata "age", me dá medo de mim.
Na verdade acho que todo mundo sente medo de si mesmo nessas situações, porque vê que cada um de nós pode abrigar um monstro adormecido.

Sem querer dramar, mas eu conheço gente que não se apega, não se envolve, foge do sofrimento o quanto pode e consegue ser blasé com as alegrias também.
Será que isso se caracterizaria como ausência de sentimento? A ausência de sentimento é mesmo uma patologia?

A ficção por vezes cuida de nos mostrar situações que ultrapassam o propósito do entretenimento e nos fazem pensar.

Em um episódio da primeira temporada de Desperate Housewives há uma situação meio assim, que me assustou e me chamou muito a atenção. Andrew, o filho rebelde da perfeccionista Bree Van de Kamp, menor de idade, dirigindo embriagado, deixa em coma a sogra da vizinha e amiga Gabrielle Solis, e não parece se abalar um
nada com o mal causado por sua irresponsabilidade.

Transcrevi um diálogo, pra mim assustador, de mãe e filho aqui:

BREE: Andrew, um, I know the last few days have been stressful, and, uh, you know, if you ever need to talk to anybody...
(Andrew, eu sei que os últimos dias tem sido estressantes, e, se você precisar conversar com alguém...)

ANDREW: I know, I know. You and Dad are here for me.
(Eu sei, eu sei... você e papai estão aqui!)

BREE: Actually, I was thinking we could arrange for you to talk to a professional.
(Na verdade, eu estava pensando que nós poderiamos providenciar pra que você converse com um profissional.)

ANDREW: A shrink? You think I'm crazy?
(Um psiquiatra? Você acha que eu sou louco?)

BREE: Of course not. It’s just that the accident probably stirred up a lot of emotions, and it would be normal for you to be feeling confused or depressed or ashamed...
(Claro que não. É só que o acidente provavelmente desencadeou muitas emoções, e seria normal que você se sentisse confuso, ou envergonhado...)

ANDREW: I'm cool, mom. Really.
(Tô bem, mãe, sério...)

BREE: Honey, you put a woman into a coma. Surely that arouses some kind of emotion!
(Querido, você colocou uma mulher em coma. Com certeza isto provoca algum tipo de emoção!)

ANDREW: Yeah, well, it doesn't. Now if you'll excuse me...
(Bom... não provoca. Agora se você me dá licença...)

BREE: No, I won't, not until you tell me.
(Não, não dou licença, não até você me dizer.)

ANDREW: Why do you care?
(Por que você se importa?)

BREE: Because I need to know that you're not a monster!
(Porque eu preciso saber que você não é um monstro!)

ANDREW: You want to know how I feel?
(Você quer saber como eu me sinto?)

BREE: Yeah.
(Sim.)

ANDREW: Okay, here it goes. I feel bad that she got hurt. But I also feel bad that my car got dinged because somebody didn't have enough sense to look both ways before she crossed the street. And I also feel bad that now I'm gonna have to ride my bike to school.
(Ok, lá vai. Me sinto mal que ela esteja ferida. Mas eu também me sinto mal que eu tenha perdido meu carro porque alguém não teve senso suficiente para olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. E eu me sinto mal também por ter que ir pra escola de bicicleta agora.)

BREE: Andrew, you almost killed another human being.
(Andrew, você quase matou outro ser humano.)

ANDREW: She’s an old lady. Okay? She’s lived her life. I have my whole life ahead of me, and now it might be screwed up! That’s what you should be worried about!
(Ela é uma velha senhora. Ok? Ela já viveu a vida dela. Eu tenho minha vida toda pela frente, e agora eu posso estar encrencado. É com isso que você devia se preocupar!)

BREE: What I'm worried about, Andrew, is that you don't seem to have a soul. Give me one good reason why I shouldn't call the police!
(O que me preocupa, Andrew, é que você parece ser desprovido de alma. Me dê uma razão pela qual eu não deveria chamar a polícia!)

ANDREW: Because I'm your son. That would make you the monster.
(Porque eu sou seu filho. Isto faria de você, o monstro.)

He walks out.
Ele sai da sala.

Eu não sei de verdade qual é o meu propósito, o que eu, eu mesma, teria a acrescentar aqui.

O que eu sei é que mais e mais eu procuro me cercar de gente que pelo menos pareça provido de alma.
Eu quero que o normal seja cada um pensar em si e amar a si mesmo, mas nunca de um modo demasiado mesquinho e egoísta.
Que os pais consigam detectar estes sinais nos filhos, se houverem, e cuidem de tratar o mal pela raiz, criando crianças responsáveis pelos seus atos, valorizados pelos bons, e conscientizados, senão punidos, pelos maus.

Há um valor que anda cada vez mais esquecido nas relações familiares, chamado respeito.
Alguns pais têm medo dos filhos, e a eles simplesmente acatam, temerosos de - agindo de maneira diferente - perder seu amor.

Ainda não sou mãe, mas peço a Deus que me dê discernimento e força pra botar nesse mundo uma criatura amável, provida de alma e de bons sentimentos.

Nada pode ser pior do que a ausência de sentimentos. Ok. Talvez a impotência de não se conseguir lidar com os "desalmados", uma vez que nada, nunca, irá atingi-los.

É, Flora e Andrew me puseram pra pensar...

Sunday, January 11, 2009

Desapego, ma non troppo ou O maior post do mundo


Depois de três excelentes dias de "férias" em São Paulo, voltei pra Minas na manhã de ontem, pra participar da missa de sétimo dia da minha Tia Lucy.

Como com tudo nessa vida a gente aprende alguma coisa, dessa vez não seria diferente.

A minha Tia Lucy sempre foi pra todos nós, meio coadjuvante, em relação à grande estrela Vó Jalé. Meu Vô Pipe morreu antes de eu nascer, meu tio Silvio já era casado e minha mãe também, então Tia Lucy e Vó Jalé viraram uma só, há coisa de quarenta anos.

Meu Tio Silvio morreu de um câncer de pele com metástase no cérebro que o levou embora em menos de três meses. Isso foi há doze anos.

Tia Lucy e Vó Jalé seguraram uma à outra, mais unidas do que nunca.

Vó Jalé, depois de 98 anos muitíssimo bem vividos - eu disse MUITÍSSIMO bem vividos - se foi também, há um ano e meio, deixando um vazio tão grande, tão grande, tão grande e uma saudade que eu acho que nunca vai passar.

A Tia Lucy ficou lá, coadjuvante de mais nada, levando a vida dela sozinha. Pregando aos quatro cantos que estava bem, que não queria morar com uma nem com outro, que se cuidava.

Não. Não se cuidava.
Não. Não estava bem.

Eu aprendi que os vazios, as dores, a saudade, são coisas que levam tempo pra cicatrizar, e que sozinho, leva mais tempo ainda. Dói mais.

Eu tenho muito certo pra mim que eu gosto de ser independente e de viver sozinha, mas que eu não quero isso pra sempre.
Eu aprendi também que quando eu sentir que uma pessoa está triste, e principalmente se ela tiver um motivo forte para isso, mesmo se ela disser "eu estou bem", é bom eu ficar com ela, fazendo companhia, jogando conversa fora, chorando junto se for o caso.
E eu aprendi que quando eu estiver triste por qualquer coisa e alguém me perguntar se eu estou bem, eu vou dizer a verdade. Vou sim.
Porque eu tenho mania de estar bem.
Mas às vezes isso pesa e eu não fico tão bem assim, mas aí eu digo que estou estranha e vai passar. E choro no escuro sozinha. E muito.

A minha mãe tinha um pai, uma mãe, um irmão e uma irmã.
Agora é só ela. Tem a gente aqui, mas da família mater, agora tem ela.

Eu aprendi que eu tenho que valorizar muito mais a minha mãe, o meu pai, as minhas três irmãs e meu irmão, meus cunhados, cunhada, sobrinhos e maridos e namorados de sobrinhos, e a Let, minha irmã adotiva que a gente já não vive sem.
Agradar, abraçar, beijar, ligar, comprar um presente à toa, mandar e-mail, mandar mensagem, ligar, torcer por, vibrar com, chorar com, dar muita risada com.
Porque é só isso que a gente pode fazer, porque um dia todo mundo vai embora, que benção se fosse todo mundo junto e sem sentir dor.

A minha irmã Marília, a mais velha, já nasceu cuidando dos outros. É dela isso.
E ela cuida de TODOS os outros. Se você que está lendo isso, precisar que cuidem de você por qualquer razão, ela cuida.
Ela toma frente, ela vai buscar, ela marca médico, ela paga, ela interna, ela briga, ela dá notícia, ela entra na UTI, ela comemora cada melhora.

Eu não.
Mas eu sei que eu sirvo pra um monte de outras coisas e que eu faço o que eu posso.

Eu aprendi aqui comigo e com esse tanto de irmãs envolvidas nessa história, que cada um tem um limite, um jeito de fazer as coisas, um jeito de ajudar.
Que ninguém... mas NINGUÉM é inútil nessa vida, e que a gente tem que respeitar o nosso limite, tentar ir um pouquinho mais se sentir que dá, recuar se não der, e agradecer. Agradecer por quem consegue ajudar mais. Pedir pra Deus abençoar muito essas pessoas e botar pessoas assim no caminho delas pra o caso delas precisarem de ajuda um dia. E essas pessoas podem ser a gente mesmo, tentando ir além do nosso limite. Precisando de verdade, tenho certeza que a gente consegue.

A minha família é assim. Gruda um no outro quando a coisa aperta. Sempre foi assim. A gente é tudo meio solto, mas quando a gente precisa uns dos outros, Deus do céu, como a gente se ajuda.
Aos olhos de quem vê de fora, pode parecer até estranho.
Muito drama, muito sofrimento por uma tia até então, coadjuvante.
Mas a gente é assim, uai.

E acho que é tão genuíno que os amigos se envolvem e entendem.
Eu confirmei uma coisa que eu sempre soube.
Eu tenho amigos.
Tenho sim.
Em Minas, em São Paulo, na Bahia, em Santa Catarina.
Na Espanha e nos Estados Unidos.
Como me enterneceu receber cada telefonema, cada e-mail, cada mensagem!!!

Ontem eu voltei à casa da Vó Jalé e Tia Lucy.
Eu, minha mãe, e duas das minhas três irmãs.
Muito difícil. Entrar na casa vazia, sem elas, sem a mesa da copa que deu espaço ao caixão no domingo passado.
Mexer nas caixas cheias de papéis e fotos em busca de documentos pra cuidar de inventário.
Lidar com a história de nós todos ali, naquelas caixas.
Você não imagina o que tinha naquelas caixas!!!
Lembrancinhas da primeira comunhão de TODOS os sobrinhos.
Convite de formatura das minhas irmãs da faculdade.
Convite da minha formatura do Jardim da Infância e do Pré-Primário.
Foto minha sentada na escada do quintal da minha casa com a Tia Lucy de pernas cruzadas. Eu com uns três anos, imitando ela que nem tava me vendo sentada uns degraus acima.
Cartão da minha mãe e do meu pai, da viagem deles de lua de mel.
Coisa que a gente não sabia que existia. Tudo ali, guardado.

Aprendi que devo me desapegar de tudo, menos das boas lembranças que qualquer pessoa que marque minha vida possa me trazer.

Vi que de um dia pro outro a gente vai embora porque não tava bem, e deixa isso tudo aí, pra trás, e que as lembranças, as fotos, os cartões, as cartinhas com letra de criança no papel amarelado, a HISTÓRIA, é o que fica. É o que emociona. É o que aquieta o coração.

Pegamos a estrada de noite, as quatro mulheres tão fortes, cada uma lembrando mais histórias e falas daquelas outras duas mulheres tão fortes que fizeram a nossa história de mulheres fortes, iluminadas por uma lua tão grande, tão linda, tão clara que só podia ser coisa delas olhando a gente lá de cima.

Aprendi que o que eu sou, e quem eu vou me tornar, vai depender tão somente das pessoas que passarem por mim, iluminando, aprendendo comigo e me ensinando.

E aprendi que nessa vida, não tem coadjuvante. A Tia Lucy nunca foi coadjuvante, sempre foi tão estrela quanto a Vó, até porque, elas eram praticamente uma.

Cada um de nós, é uma estrela brilhante, iluminada por uma lua como aquela que nos guiou ontem à noite pela estrada afora.

Monday, December 29, 2008

Adeus Ano Velho


Pois é, acabou.

Eu fiz uma pré-retrospectiva dia desses mas chegou a hora da oficial.

2008 tá acabando assim, ó:

. sem Big Sky, com São Paulo

. sem aquele moço por quem eu voltei apaixonada e sem outro moço pra me acelerar o coração - não gosto!

. sem privada pra limpar todo dia e com um mooonte de alunos fofos

. sem a Liz, a Alice, a Beata, o Brian e o Alex perto mas com a Liz, a Alice, a Carla, o Vini e até o Brian visitando

. com família ao alcance das minhas mãos e com duas irmãs novas e outras amigas e amigos do tipo everlasting

. sem a Linda Lindberg de chefe mas com a Paulinha que - quem conhece sabe - dá de milhão na lindeza da Linda, hahaha

. sem Mountain Lodge 231, sem Hill Condos 1316, mas com Edifício Martinico Prado 53

. sem Karaoke Nights no Bambu, mas com a Mama!!!

. sem as praias do Hawaii mas com ticket comprado pras praias da Bahia

. sem Bush e com - oba! - Obama

. com Romana de volta a Varginha

. com DVD novo da Marisa Monte

. com a minha situação eleitoral regularizada

. com um HD novo pro meu mac

. com um tanto de regalos fofos que eu ganhei aqui e acolá

. com a Tia Lucy dando um bruta susto - e ainda lá, na UTI - mas com fé que ela vai sim sair dessa

. com viagem adiada pra Bahia e tocada pelo fato de qua a Bahia sem mim não teria graça pra Vivi e pra Flá

. com a certeza de que o monte de abraço e beijo que eu tenho dado na minha mãe estão pelo menos fazendo ela sorrir um pouquinho

. com uns oito, dez quilos a mais

. sem Orkut e com Facebook - YES!!!

Ah.

Li uma crônica da Martha Medeiros sobre o Ano Novo, em que ela fala da dificuldade de se dar aquela "zerada" que é esperada de todos nós, de um dia pro outro, quando muda o ano.
Porque pra abrir espaço pro novo, temos que perder o velho, e a gente não quer trocar uma coisa por outra, a gente quer é acumular.

Bom... Sou obrigada a copiar um trecho aqui pra vocês, lá vai:

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O ideal seria o novo ano nos receber de portas escancaradas para que passássemos com toda nossa bagagem.
Porém, a porta não é tão escancarada assim.
Não dá pra trazer tudo com você.
Principalmente se você está assim tão repleto de desejos novos.
Para que possamos receber o novo, é preciso deixar pra trás desejos antigos.
Isso não significa que a gente não deva guardar boas lembranças, mas não dá pra se agarrar a isso como a uma âncora. A gente só pensa em ganhar, mas é preciso aprender a perder.

Foi lendo uma crônica do Contardo Calligaris, de dezembro de 2005, que me deu o estalo: como é que vou abrir espaço para novos acontecimentos e emoções na minha vida se não consigo me despedir do ano passado, do tempo passado ?

Adeus ano velho.
Foi ótimo, foi péssimo, foi fácil, foi difícil, me dei bem, me machuquei, teve de tudo.
As coisas boas naturalmente vão se acomodar na minha mochila e vir comigo, mas e tudo aquilo que não cabe mais na minha vida? Faço o que com o excesso de peso?

Algumas pessoas desejam uma nova perspectiva profissional, mas, em vez de um basta para o trabalho que já não serve, se arrastam mais um pouco e os prognósticos de novidade não se cumprem.
Há os que querem parar de fumar, parar de engordar, parar de beber, mas para tudo isso terão que abrir mão de algo difícil de abandonar: o prazer que certos maus hábitos proporcionam.

E tem aquele assuntinho onipresente, as relações amorosas.
A gente já não vê mais graça em sofrer, não quer se acostumar com a dor, com as repetições, com a aridez do coração, mas como virar a página depois de tudo o que foi investido, de tanta tentativa, de tanto sentimento que não foi inventado, mas que existiu de fato?

Para responder a essa questão, volto (e voltarei sempre) a uma frase do Norman Mailer: "As pessoas procuram o amor como solução para seus problemas, quando o amor é a recompensa por você ter resolvido seus problemas."
E emendo com uma citação que complementa a anterior. Do Calligaris, claro, guru e inspirador desta crônica: "Meus votos para todos: um ano novo sem medo de perder."

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Repito então agora como MEUS votos pra todos: UM ANO NOVO SEM MEDO DE PERDER.

Monday, December 15, 2008

LET GO ou O BAZAR DA AMIZADE



A gente subia o morro quando eu falei que eu tinha uma idéia.
"E se a gente fizesse um bazar amanhã? Tipo, uma limpa no guarda-roupa. Cada um junta o que não tem usado assim, nos últimos seis meses, e daí a gente vê quem quer."

Idéia aceita.

Text message da Fê: "Acho que empolgamos com o bazar, o Fê vai participar também. Vamos atrasar uma meia hora, ok?".

Ok.

Ai que delícia, gente, vamos começar logo, cadê a Isa que não chega?
Quero isso, você troca pelo que?
Um creme anti-rugas vale um "Super Trunfo"?

Esse da Martha Medeiros é pra você, dirigido, mas você lê depois passa pra alguém.

Gente, mas esse brinco você não comprou outro dia?
É, mas é pesado demais e me deu alergia.

A Isa chegou.

Vamos sortear a seqüência e cada um pega o que quer, senão vai acabar amanhã, se a gente tiver que negociar.

Peraí que eu tenho mais coisas.
Esse lenço né falsificado não, viu?

Não esquece que tem o "Super Trunfo".

Esse chá tá vencido!!! Mas o cereal eu levo.

Nossa, tá indo rápido agora,ó, tá quase acabando tudo.

Cabô.

Gentequedelícia!!!
Como é que a gente não pensou nisso antes?
Quanta coisa que eu ganhei...

Gentequedelícia MESMO!

Nada mais gostoso que desempoeirar as gavetas e os guarda-roupas, pra não falar da despensa.
Deixar de lado o que não nos cabe mais, o que a gente achava que gostava, que nos fazia nos sentir feliz mas agora DEU. Tá no ponto pra andar. Mudar de dono, de casa, de corpo. Fazer outra pessoa feliz.
Tão bom ganhar coisa também, né?
Coisa que pode ficar com você mais um tempo e andar de novo, daqui uns meses, olha só que beleza.

Sem melindre de "quem foi que ficou com aquela carteira?", "putz, ela pegou todas as camisetas?" ou "pelo jeito ninguém quis minhas coisas...".

Todo mundo se divertiu, confraternizou, se reciclou, se renovou, repartiu, desapegou.

Sei não, mas tô achando que o tal do espírito do Natal deve passar por aí também.

PS: Fê da Fê, deu R$48,99 de moeda. Vários brindes garantidos na Bahia.
A você, ao bazar, e principalmente... à amizade!!!

Friday, December 05, 2008

You're just too old to be good...



Semana passada recebi um e-mail de uma ONG me convidando pra ser voluntária na festa de Natal das crianças carentes neste domingo.
Viva! \o/
Eu já participei de uma festa deles esse ano, lá no Hopi Hari, passei o dia responsável pela Stephanie, uma menininha fofa de seis anos, brincando com ela e outras amiguinhas e outros voluntários. Foi muito muito muito legal.
Anrran, vai ser legal de novo. Mais legal até.
Respondi ao e-mail, me inscrevi, mas questionei um detalhe que estava no e-mail deles. Eu vi lá escrito assim:
FAIXA ETÁRIA: 15 a 30 anos.

Opa.
Crianças de 15 a 30 anos?
Voluntários de 15 a 30 anos?!?

É.

Não vou mais à festa?

Não.

Mandei e-mail e scrap, disse que já participei de uma festa deles esse ano e que nem no treinamento - sim, há inscrição, treinamento, cadastro e tals - foi mencionada a tal da faixa etária.
Sim, "a partir de agora é aplicado assim", me escreveu a moça.

Ela disse também pra eu não desistir de ser voluntária, "pois há muitas ONGs que aceitam pessoas de todas as idades".

Vou procurar outra ONG sim e não vou desistir não.
E quando eu encontrar, posso dar um toque pra Ivete, pro Gianechini, para o caso de eles quererem fazer trabalho voluntário. É bom avisar Angélica e Lu também.
Sob o ponto de vista dessa ONG, eles estão meio defasados.
Não há de ser muito saudável para crianças carentes ganhar um presente, um carinho e a atenção de uma pessoa acima dos trinta. Não fica nem bem.

Ah.
Feliz Natal pra todos vocês.
De todas as idades, cores, e credos.

Monday, December 01, 2008

There are sooooo many special people in the world! Brigada, Deus!


Reli agora meu post do final de junho, selando o fim do primeiro semestre.
E não é que acabou o segundo, gente?
E esse aí voou mais rápido que o primeiro, que coisa!

Fim de semestre, fim de ano, daqui a pouco a Globo passa a "Retrospectiva 2008" e eu quero me adiantar aqui porque eu curto chegar na frente e ficar em semi-impedimento.

Pois é.
Primeiro de dezembro, ano passado hora dessas eu estava tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me fazia chorar.
Hora de voltar pro Brasa e deixar pra trás a montanha encantada, os amigos encantados, o amor encantado e encarar a vida real.
Medo de sofrer tanto de saudade de todo esse encantamento a ponto de não conseguir corresponder à felicidade que sentia quem me esperava por aqui.
Mas não.
A saudade de Big Sky não vai passar, já sei disso. I can "sent".
E a alegria de estar de volta cresce a cada pessoa que eu revejo ou a cada nova pessoa que passa a fazer parte da minha vida.

O medo de não conseguir me encontrar profissionalmente depois de limpar banheiro por um ano e meio deu lugar à doçura e afago das boas vindas da Paulinha encantada.
No espaço de tempo que dura uma fatia de cheesecake eu ganhei de brinde duas irmãs e mais umas amigas encantadas assim, instantaneamente. Eu tenho pra mim que esse cheesecake era encantado também, vai saber, aí tem coisa.

Daí pra frente minha fadinha só me deu alunos lindos, especiais, divertidos, zuados, sensíveis, alunos que só fazem me ensinar.

Descobri que era isso aí mesmo que eu queria ser quando crescesse.

Descobri que nem a essas criaturas encantadas eu preciso me apegar além da conta e sofrer de medo deles me esquecerem no próximo semestre e me trocarem por uma teacher mais legal.

Se houve troca, haverá a promoção da categoria de aluno pra amigo.

Daqueles que te abraçam no corredor, daqueles que te mandam scraps, que comentam suas fotos, que te gritam na rua e combinam de encontrar no Higi. Aqueles que riem em francês com você de madrugada pelo Orkut, aqueles que passam a ler seu blog e aqueles que te convidam pra festa de 15 anos. Que te trazem pin do Pato Donald de presente da viagem a Disney porque você é a cara dele.

Olhando direito, metade nem é seu aluno, uns já foram, outros quem sabe um dia vão ser, hoje são das outras teachers, mas todos já te encantaram e já se deixaram encantar.

E digo mais.
Depois do CeleBration eu acho que eu não me chamo Patricia, nem mesmo Pat S.
A Fê não é a Fê, a Viviane não é a Virginia, a Paula nem é coordenadora, a Sil não é Sil, nada disso.
A gente é tudo "teachoooor".
E eles nem são "learners" nada.
São todos uns fofos.
Todos encantados.

There are so many special people in the world.
Soooo many special people in the world.
In the world.

Monday, November 24, 2008

Eu blogo, tu blogas, ele bloga...


...nós blogamos, vós blogais, eles blogam.

[...] Mas, afinal, o que é um blog? A definição clássica afirma que é um diário mantido por qualquer um na internet. A palavra parece ter surgido pela primeira vez em 1997, quando o internauta John Barger chamou seu diário pessoal na rede de "weblog", algo como "registro na web". Em 1999, outro navegante resolveu fazer uma brincadeira. Quebrou o termo em dois, para gerar o trocadilho "we blog", ou "nós 'blogamos'". Aí a palavra "blog" pegou. Tornou-se sinônimo de qualquer diário ou registro mantido na internet. Você vai lá, escreve um texto, publica uma foto, um filme, põe links para o que mais julgar interessante na rede e pronto. Está feito seu blog. Tradicionalmente, os diários eram escritos em pequenos cadernos por quem queria manter as coisas em segredo. Pois na internet eles se transformaram em manifestações públicas e coletivas. Um faz referência ao outro. Um comenta o outro. Um se inspira no outro. E essa multidão de blogs que se entrecruzam e se relacionam ficou conhecida como blogosfera.[...] Fonte: Revista Época

Dia desses eu conversava com um outro blogueiro aí, e explicávamos a um terceiro elemento, cru no assunto, sobre o quer viria a ser o tal do blog.
Nossa definição ficou bem próxima desta definição feita pela Revista Época nos idos de 2006.
Do ponto de vista dos blogueiros, fica declarado que a grande vantagem é a falta de compromisso com coisa qualquer.

Eu por exemplo, me dou a liberdade de citar nomes e lugares que podem não significar lhufas pra você que está "me lendo" agora.
Mas - duas coisas - eu não te pedi pra "me ler" - TÓIN, hahaha - foi você que veio (se bem que pra alguns "fregueses" eu aviso que chegou mercadoria sim, hahaha... aviso que "estamos com novidades") e a outra coisa é que mesmo eu citando aí esses nomes, esses pronomes, esses lugares, eu ainda acho que é fácil de entender.

Quem me conhece sabe que eu falo um tanto.
E meu pensamento é rápido.
E eu acho tudo bem explícito no meu jeito de escrever. Eu mesma "me leio" e me ouço falando desse jeito aqui que eu e você lemos.

Agora tem acontecido uma coisa que eu tô adorando!
Não apenas eu visito blogs de gentes que eu nem sei quem são, mas tenho recebido visitas e comentários de gentes que eu nem sei quem são.

Quem me conhece sabe que eu gosto de gente um tanto.

Bom, o fato é que eu adoro ler os blogs, adoro que cada um seja cada um e vice-versa, adoro a agilidade dos blogs de informações, adoro que meu melhor irmão, que é - este sim - o redator oficial da família tenha criado o dele esse fim de semana, adoro quando conheço gente nova por causa do orablogs.

Bloguemos todos!
Viva!